Bolsonaristas recorrem a contas alternativas nas redes sociais e Jefferson já diz que ordem de Alexandre é ‘tirania’

Bolsonaristas recorrem a contas alternativas nas redes sociais e Jefferson já diz que ordem de Alexandre é ‘tirania’

Enquanto ex-deputado federal está usando conta da filha após bloqueio no Twitter e Facebook, blogueiro Allan dos Santos convocou seguidores a um perfil alternativo e empresário Luciano Hang preferiu usar Instagram para fazer transmissão ao vivo e se pronunciar sobre o caso

Rayssa Motta e Paulo Roberto Netto

24 de julho de 2020 | 19h16

Roberto Jefferson, Allan dos Santos e Luciano Hang se manifestar em perfis alternativos aos bloqueados. Fotos: JF Diotio/Estadão e Reprodução

Apoiares do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que foram banidos do Twitter e Facebook nesta sexta, 24, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão usando contas alternativas nas redes sociais para se comunicarem com seus seguidores.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) está usando o perfil da filha, a também ex-deputada Cristiane Brasil (PTB). A conta foi renomeada para ‘Roberto Jefferson Censurado’.

Em uma primeira publicação, o político, condenado no mensalão e um dos novos aliados do governo, anunciou que entrou no perfil da filha para agradecer o apoio e classificou a ordem de Alexandre como ‘tirania’.

O blogueiro Allan dos Santos recorreu a um segundo perfil não oficial que já mantinha no Twitter e pediu aos usuários que passem a segui-lo na conta alternativa.

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas de departamento Havan, preferiu usar o perfil no Instagram, que não foi derrubado, para se manifestar sobre a determinação do STF em uma transmissão ao vivo. Na live, ele se disse ‘transtornado’ com a notícia do bloqueio.

“Não sei se também vão bloquear o Instagram, mas é importante que venha perante vocês com a maior transparência”, afirmou. O empresário, que é suspeito de financiar o impulsionamento de vídeos e materiais contendo ofensas e notícias falsas contra autoridades e instituições democráticas, negou patrocínio ou produção de fake news.

/COLABOROU SAMUEL COSTA

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