É falso áudio de vídeo com xingamentos a Lula no Maracanã

É falso áudio de vídeo com xingamentos a Lula no Maracanã

Postagens usam imagens gravadas durante jogo entre Brasil e Chile, em 2022, com áudio de partida entre Atlético-MG e Colo-Colo, em 2016

Estadão Verifica

29 de março de 2022 | 13h59

Circula nas redes sociais um vídeo gravado no Maracanã durante o jogo entre Brasil e Chile em que os torcedores gritam xingamentos contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas o áudio que acompanha as imagens foi gravado em um evento ocorrido em 2016, durante jogo do Atlético Mineiro, em Minas Gerais.

Leitores pediram a checagem do conteúdo por WhatsApp, (11) 97683-7490.

O vídeo adulterado foi publicado originalmente no TikTok, por um usuário que já usou o mesmo áudio para distorcer outros conteúdos. Esse arquivo de som também está sendo editado com imagens do festival Lollapalooza, em São Paulo, para propagar a falsa ideia de que Lula foi xingado pelo público durante os shows.

O áudio de 2016, gravado durante jogo do Atlético Mineiro, já havia viralizado fora de contexto em outras ocasiões. Em dezembro de 2021, o Projeto Comprova verificou que o grito da torcida contra o ex-presidente ocorreu durante uma partida do Galo contra o clube chileno Colo-Colo, pela Copa Libertadores da América. O jogo foi disputado na Arena Independência, na capital mineira.

Como mostrou a verificação, na época, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) enfrentava protestos e havia acabado de nomear Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil, o que foi interpretado pela Justiça como uma tentativa de conferir foro privilegiado ao colega de partido. Outro assunto em evidência era uma conversa grampeada de Lula com Dilma, tornada pública naquela noite pelo ex-juiz Sergio Moro (Podemos).

Já o jogo entre Brasil e Chile ocorreu em 24 de março de 2022, no Rio de Janeiro. A seleção brasileira goleou a chilena por 4 a 0.

Tudo o que sabemos sobre:

maracanãLula [Luiz Inácio Lula da Silva]

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.