Votos ‘enterrados’ foram devolvidos aos eleitores no Arizona
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Votos ‘enterrados’ foram devolvidos aos eleitores no Arizona

Dezoito cédulas foram encontradas lacradas debaixo de pedras; não é possível afirmar se votos eram para Donald Trump ou Joe Biden

Alessandra Monnerat

04 de novembro de 2020 | 17h19

Postagens no Facebook enganam ao afirmar que cédulas com votos para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foram achadas enterradas no Arizona. De acordo com a Procuradoria Geral do estado americano, os votos foram encontrados em envelopes selados — portanto, não é possível atribuí-los ao candidato republicano. Além disso, as cédulas roubadas foram devolvidas aos eleitores, que tiveram a oportunidade de reenviar seus votos. 

Em 30 de outubro, um empregado de uma fazenda em Glendale, no Arizona, encontrou 18 cédulas de votação escondidas debaixo de pedras. No dia seguinte, agentes da Procuradoria Geral e da polícia local foram às casas dos eleitores que tiveram os votos roubados para devolver as cédulas. Todos eles tiveram a oportunidade de votar presencialmente ou entregar as cédulas em locais de votação.

A foto das cédulas enterradas usada nas postagens do Facebook é a mesma divulgada pela Procuradoria do Arizona. A investigação sobre o caso concluiu que os votos foram roubados de caixas de correio de eleitores que enviariam os envelopes por correspondência. A polícia ainda não determinou a motivação nem prendeu ninguém ligado ao furto.

Eleitores do Arizona podem verificar se seus votos foram computados por meio de um site do governo. Eles também podem denunciar irregularidades às autoridades locais.

O candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden, vence no Arizona com 51%. Até as 17h, 86% dos votos no estado tinham sido contabilizados.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

Tudo o que sabemos sobre:

Donald TrumpArizona [Estados Unidos]

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.