Texto apócrifo atribui a General Heleno críticas a ‘manobra tenebrosa’ do STF
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Texto apócrifo atribui a General Heleno críticas a ‘manobra tenebrosa’ do STF

Gabinete do ministro afirma que ele ‘não se recorda de ter feito a declaração’; mensagem circula desde o ano passado, quando a Corte julgou habeas corpus do ex-presidente Lula

Paulo Roberto Netto

25 de julho de 2019 | 14h00

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, participa de audiência da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, em Brasília. Foto: Adriano Machado / Reuters

Texto apócrifo atribui ao ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, uma série de críticas a “manobras tenebrosas e bem urdidas” feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A publicação circula nas redes sociais desde 24 de março do ano passado, um dia depois de a Corte impedir que Lula fosse preso até julgamento de seu habeas corpus – decisão que reacendeu a discussão sobre prisão em segunda instância.

A publicação falsa pedia aos brasileiros “com um mínimo de compromisso com o futuro do País” que refletissem sobre a decisão do STF, afirmando que a Corte “institucionalizaria a impunidade e a inevitável prescrição dos crimes” de presos condenados em segunda instância pela Lava Jato. “O próprio Brasil estará liquidado e será entregue definitivamente a essas quadrilhas”, teria escrito o general Augusto Heleno, segundo a publicação apócrifa.

Em perfis nas redes sociais do ministro não há nenhuma publicação pública do texto em questão. Em nota, a assessoria de imprensa do GSI afirma que o próprio ministro “não se recorda de ter feito essa declaração”.

Apesar de ter sido inicialmente publicado no ano passado, o mesmo texto apócrifo continua a ser reproduzido. Em 24 de junho deste ano, a mensagem reapareceu em grupos bolsonaristas às vésperas do julgamento na Corte de recurso da defesa de Lula contra as decisões proferidas pelo então juiz federal Sérgio Moro.

Os advogados do petista afirmavam que Moro não havia sido imparcial durante os julgamentos dos processos do ex-presidente na Lava Jato.

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