Sátira sobre Damares inventa projeto de lei

Sátira sobre Damares inventa projeto de lei

Conteúdo enganoso sobre falso projeto de ministra que proíbe traição já tem mais de 150 mil visualizações

Tiago Aguiar

20 de fevereiro de 2020 | 15h35

Uma publicação satírica do site “Brasil Loucas News” circula no Facebook com a informação que a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, criou um projeto para criminalizar a traição. O texto ainda relata que o projeto fictício foi enviado à Câmara dos Deputados sem conhecimento do presidente Jair Bolsonaro.

Apesar da intenção de piada, os compartilhamentos analisados pelo Estadão Verifica indicam que grande parte dos usuários acredita tratar-se de um link noticioso. Menos de 10% dos usuários que visualizaram a manchete pelo Facebook clicaram no link para ler o texto, que, apesar de exagerado, não sinaliza que é uma sátira.

O site tem oito publicações, todas de conteúdo satírico, com exageros e invenções a respeito de ministros do governo federal.

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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