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Recebeu algum boato pelo WhatsApp? Envie para o Estadão Verifica

Textos, áudios, fotos e vídeos enviados para o número (11) 99263-7900 serão checados

Alessandra Monnerat

13 Junho 2018 | 07h29

 

Você já recebeu textos, áudios, fotos ou vídeos suspeitos no WhatsApp? Por sua facilidade de uso e quase onipresença nos celulares dos brasileiros, o aplicativo é uma ferramenta muito usada na proliferação de notícias falsas. É por isso que o Estadão Verifica criou um canal para receber rumores dos leitores e checar os que estiverem circulando com mais frequência. O número para contato é (11) 99263-7900.

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A iniciativa faz parte do monitoramento de redes sociais que será feito por uma equipe de jornalistas do Estado, a fim de combater a desinformação neste ano eleitoral e também depois disso. Nos próximos meses, vamos checar fatos e desmentir boatos, além de produzir matérias sobre o fenômeno das fake news. Em um segundo momento, também serão verificadas as declarações de candidatos e pessoas públicas. 

Como o volume de mentiras espalhadas nas redes é grande, não podemos garantir que será possível conferir a veracidade de tudo o que nos for enviado. No entanto, sua colaboração é essencial para selecionar os boatos mais relevantes e impedir sua disseminação, melhorarando o ambiente de informações no contexto eleitoral.

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O que podemos checar. O desmonte de rumores é feito principalmente por meio de consulta a fontes oficiais sobre o assunto em questão, como bancos de dados públicos e órgãos governamentais. Também podem ser checadas fontes alternativas, como pesquisas, relatórios e entrevistas com especialistas.

O objetivo é encontrar informações que confirmem ou desmintam a mensagem que está sendo compartilhada no WhatsApp. Segundo essa metodologia, opiniões, comentários, previsões sobre o futuro e conceitos amplos não podem ser checados.

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São muitas as formas de desinformação que circulam nas redes sociais. A pesquisadora Claire Wardle, diretora do First Draft, centro de estudos ligado ao Shorenstein Center da Universidade Harvard, classificou sete diferentes tipos de informações problemáticas.

Algumas das formas mais danosas de desinformação são aquelas fabricadas com a intenção de enganar e prejudicar: caso do conteúdo inventado, que não tem nenhuma base na realidade; e do conteúdo manipulado, que usa imagens e informações autênticas alteradas.

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Outras categorias listadas por Wardle são: conteúdo enganoso, distorção de informações para favorecer um indivíduo ou assunto; conteúdo impostor, imitação de fontes genuínas; falso contexto, inserção de dados contextuais distorcidos em conteúdo autêntico; falsa conexão, discrepância entre texto e manchete, imagens e legendas; e por fim, sátira ou paródia, conteúdo humorístico com potencial para enganar.

 

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