Postagens tiram de contexto cena em que Guga Chacra chora ao vivo
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Postagens tiram de contexto cena em que Guga Chacra chora ao vivo

Jornalista se emocionou com aumento no número de mortes por covid-19, e não com eleições americanas

Tiago Aguiar

04 de novembro de 2020 | 17h30

Um vídeo em que Guga Chacra, comentarista de política internacional da Globo News, chora ao vivo e é consolado por colegas de bancada circula fora de contexto nas redes sociais. A gravação é de participação no programa Manhattan Connection de março deste ano. Na ocasião, Guga comentava as previsões sobre os impactos do novo coronavírus. No Facebook, postagens afirmam que o choro era uma reação do jornalista a uma possível reeleição de Donald Trump nas eleições americanas, o que é falso.

Guga comentava a respeito da perspectiva de aumento de mortes por covid-19. “Eu acho que nesta semana irá agravar muito”, disse o jornalista, emocionado. “Se não for nesta semana, será na outra semana… É muito triste tudo isso que está acontecendo. Eu estava falando com o Caio, dá até vontade de chorar”.

A reação do comentarista teve ampla repercussão e foi noticiada por portais que fazem a cobertura da TV brasileira, como o portal UOL, o jornal Agora e o site da revista Veja São Paulo.

Guga Chacra já foi alvo de desinformação em outras ocasiões. No ano passado, sites e perfis de redes sociais editaram um vídeo para sugerir que Guga teria nojo do Brasil, o que também é falso.

Com as urnas fechadas e a apuração pública em curso desde a noite da última terça-feira, muitos estados americanos ainda não finalizaram a contabilização dos votos. Até as 17h desta quarta-feira, 4, o candidato democrata Joe Biden tinha 238 votos no colégio eleitoral e Donald Trump, 213 votos. São estados decisivos como Pensilvânia, Michigan, Geórgia e Carolina do Norte, ainda com resultado inconclusivo, que definirão o vencedor.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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