Foto de carregamento de cilindros de oxigênio é da White Martins, não de fábrica da LG

Foto de carregamento de cilindros de oxigênio é da White Martins, não de fábrica da LG

Fábrica de ar condicionado suspendeu produção temporariamente para disponibilizar oxigênio para sistema hospitalar de Manaus após determinação do governo do Amazonas

Gabi Coelho, especial para o Estadão

21 de janeiro de 2021 | 12h49

A empresa LG Electronics suspendeu temporariamente a produção de ar condicionado para disponibilizar oxigênio para o sistema hospitalar de Manaus, após determinação do governo estadual do Amazonas. Publicações no Facebook, no entanto, usam uma imagem fora de contexto para divulgar essa notícia. Uma foto com vários cilindros verdes de oxigênio faz parte de um carregamento da White Martins para ajudar na crise de abastecimento do insumo para atendimento das vítimas da covid-19

As fotos foram divulgadas pelo Governo Estadual do Amazonas, e registram o momento em que policiais militares realizavam a escolta do carregamento de suprimentos. A imagem é do dia 14 de janeiro, data em que cerca de 150 cilindros chegaram pelo Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e foram entregues à Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), na Zona Sul de Manaus.

Na semana passada, a Secretaria de Saúde do Amazonas determinou a requisição administrativa de “eventual estoque ou produção de oxigênio” de dezessete empresas para abastecer hospitais do Amazonas. Entre elas estão as montadoras e produtoras de eletrodomésticos localizadas no Polo Industrial de Manaus (PIM): Gree Eletric, Moto Honda, Yahama Motor, Electrolux, TPV, Whirlpool, Sodecia da Amazônia, Denso Industrial da Amazônia, Caloi, Flextronics International, Semp TCL, Ventisol, Carrier, Daikin, Samsung, Cometais, além da LG Eletronics. 

A LG informou que suspendeu temporariamente a produção de aparelhos de ar condicionado e que as atividades seriam retomadas em breve.

A agência de checagem Aos Fatos também desmentiu o boato que circula nas redes sociais.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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