Estadão Verifica chega ao fim das eleições com 107 mil mensagens no WhatsApp
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Estadão Verifica chega ao fim das eleições com 107 mil mensagens no WhatsApp

Núcleo de fact-checking checou 147 boatos sobre os presidenciáveis durante a campanha em parceria com o projeto Comprova

Alessandra Monnerat

29 de outubro de 2018 | 18h28

O Estadão Verifica chegou ao fim das eleições com mais de 107 mil mensagens recebidas em seu número de WhatsApp, (11) 99263-7900, desde junho deste ano. Em colaboração com o Projeto Comprova, coalizão de 24 veículos de mídia para combater a desinformação, checamos 147 boatos que circulavam online sobre os candidatos à Presidência das eleições 2018.

Estadão Verifica monitora WhatsApp, Facebook e outras redes atrás de boatos. Foto: RobertCheaib/Pixabay

No fim de semana do segundo turno, o Estadão Verifica se uniu a uma iniciativa inédita de parceria entre agências de checagem. Junto com o Comprova, Aos Fatos, Agência Lupa, Truco (Agência Pública), E-Farsas, Boatos.Org e Fato ou Fake (Grupo Globo) dividiram pautas e conteúdos para agilizar a publicação de checagens e ampliar a difusão do conteúdo verificado.

A equipe de jornalistas identificou 50 conteúdos falsos em 48 horas. A produção do fim de semana eleitoral foi divulgada nas redes sociais com a hashtag #CheckBR. Foram cerca de 787 tweets que alcançaram pelo menos 130 mil usuários, com 680 mil impressões (visualizações), de acordo com a ferramenta Tweetreach.

A grande maioria (91,8%) das informações checadas pelo Comprova se provou falsa após o trabalho de verificação colaborativa. No segundo turno, Fernando Haddad (PT) foi o candidato que mais foi alvo de boatos online. Das publicações em parceria com o Comprova, 51,3% eram sobre o petista — desmentimos, por exemplo, que o ex-prefeito de São Paulo comemorou a queda das Torres Gêmeas em aula na USP e provamos que ele não defendeu o incesto em livro nem elogiou a Venezuela em Twitter.

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) foi assunto de 35,9% das verificações — o Comprova mostrou, por exemplo, que o capitão reformado não propôs mudar a imagem de padroeira do Brasil. Outro alvo de mentiras foi o processo de votação eletrônica. Várias mensagens no WhatsApp e nas redes sociais levantaram suspeitas, até agora sem comprovação, de fraudes nas urnas.

A diretora do First Draft, Claire Wardle, e o presidente da Abraji, Daniel Bramatti, durante lançamento do projeto Comprova, no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. Foto: Alice Vergueiro/Abraji

Uma das checagens feitas pelo Comprova desmentiu um vídeo viral que anunciava uma ‘Operação Antifraude’ para as eleições 2018 — a promessa era usar uma lei matemática para identificar irregularidades na votação. A equipe de jornalistas checadores, no entanto, descobriu que a regra não poderia ser aplicada para analisar eleições.

Estadão Verifica continua a receber mensagens no número (11) 99263-7900. Infelizmente, devido ao grande volume de conteúdo recebido, não conseguimos checar nem responder individualmente a todos os contatos. Opiniões, previsões sobre o futuro e conceitos amplos não são ‘checáveis’.

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