É falso que imagem de Karol Conká mostre consumo de drogas ilícitas no BBB 21
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É falso que imagem de Karol Conká mostre consumo de drogas ilícitas no BBB 21

Segundo TV Globo, cantora consumia um cigarro de tabaco; foto viralizou no Facebook

Victor Pinheiro, especial para o Estadão

03 de março de 2021 | 15h07

Posts enganosos nas redes sociais tiram de contexto uma imagem da rapper Karol Conká fumando um cigarro de tabaco para insinuar que participantes do Big Brother Brasil 2021 consomem drogas ilícitas no programa. É o caso de um material que viralizou no Facebook e usa a foto da artista em comparação com o cantor sertanejo Gusttavo Lima

Com mais de 5,2 mil compartilhamentos na rede social, a postagem diz que participantes do reality “usam drogas, e ninguém se incomodou”, enquanto Gusttavo Lima teria sido processado por beber durante “live [transmissão ao vivo] para ajudar milhares de pessoas”. Outra publicação, mais explícita, sugere que a Rede Globo teria comprado maconha para os participantes. 

É falso que participantes do BBB21 fumam drogas na casa

Em nota, a assessoria da emissora disse que os boatos são falsos. “O objeto nas mãos da cantora é um cigarro de tabaco”, afirma o comunicado. Danoso à saúde, o cigarro de palha de tabaco é restrito para maiores de 18 anos. A Globo não respondeu se há regras que regulam o consumo de tabaco no programa. 

Já o processo do cantor Gusttavo Lima não configura uma ação judicial. Em abril de 2020, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) abriu uma representação ética contra as lives do cantor. O órgão sustentou a medida na “ingestão repetida” de cerveja durante o espetáculo virtual e a falta de mecanismos para restringir o conteúdo a menores de idade.

A representação resultou em uma advertência ao cantor, proferida em maio de 2020, como informa o site do Conar.

O Fato ou Fake, do portal de notícias G1, também checou um conteúdo semelhante.

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

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