O que andam espalhando: seis boatos sobre vacinas devidamente checados

O que andam espalhando: seis boatos sobre vacinas devidamente checados

Leia uma compilação de rumores enviados recentemente para o WhatsApp do Estadão Verifica (11-97683-7490)

Equipe do Estadão Verifica

10 de novembro de 2021 | 12h35

Estadão Verifica recebe sugestões de checagem por WhatsApp, pelo número 11 97683-7490 (clique aqui para enviar uma mensagem). Veja abaixo uma compilação das mensagens mais frequentes sobre vacinação contra a covid que recebemos na última semana. Confira todas as checagens sobre coronavírus publicadas por nossa equipe neste link.

Vacinação em adolescentes. Foto: EFE/EPA/ROLEX DELA PENA

Vacinação em Israel: dados mostram importância da imunização

O que andam espalhando: que dados da pandemia em Israel provam que vacinas não funcionam.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. O texto em circulação alega que 90% das hospitalizações seriam de pessoas vacinadas. Essa informação enganosa se baseia em dados de um único hospital e que foram tirados de contexto. O Ministério da Saúde de Israel já disse ao Projeto Comprova e ao Estadão Verifica que os dados “claramente mostram” que a vacinação protege contra casos graves de covid-19. Confira aqui.

Americano formado em Educação faz alegações falsas sobre vacina

O que andam espalhando: que vacinados vão morrer em até 5 anos.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. Em vídeo que circula em aplicativos de mensagens e redes sociais, o homem que discursa em uma comissão de educação de uma pequena cidade dos Estados Unidos é Sean Brooks. Segundo a agência Reuters, ele é formado em educação — não em saúde. Ele faz uma série de alegações falsas sobre a segurança das vacinas. Nenhuma delas se sustenta diante das evidências científicas mais robustas — de que as vacinas são seguras e eficazes.

Vacinas não têm sistema de rastreamento

O que andam espalhando: vídeo em que o jornalista Claudio Lessa afirma que a Pfizer patenteou um sistema de rastreamento de pessoas imunizadas contra a covid-19 e que a vacina teria grafeno em sua composição.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. A história foi inventada a partir de uma patente emitida nos EUA, sem relação com a Pfizer, que envolve análise de dados de Bluetooth em celulares. Não há óxido de grafeno na composição de nenhuma vacina contra a covid-19. Especialistas explicam que, mesmo se houvesse, não seria possível rastrear pessoas com a substância. Leia a checagem completa.

Vacinas passaram por testes de segurança e eficácia

O que andam espalhando: que as vacinas contra a covid-19 são experimentais.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. As vacinas atualmente utilizadas no Brasil já passaram por todas as fases de estudos clínicos que provam segurança e eficácia. Os dados foram analisados e confirmados pelas principais agências reguladoras do mundo. As evidências científicas mais robustas não mostram risco de as vacinas causarem infertilidade ou o desenvolvimento de doenças autoimunes. Confira aqui.

Ex-funcionário da Pfizer espalha mentiras sobre vacina

O que andam espalhando: que ex-executivo da Pfizer afirmou que imunizados com vacinas de covid-19 estão condenados à morte nos próximos anos.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: o conteúdo é enganoso. O link direciona para uma entrevista de Mike Yeadon, na qual ele faz uma série de apontamentos conspiratórios sobre vacinas. São falsas e infundadas as afirmações de que imunizantes de covid podem alterar o DNA, provocar doenças genéticas e morte. A mensagem ainda atribui a Yeadon declarações, também enganosas, que não constam na entrevista, como a afirmação de que 0,8% dos vacinados com a primeira dose morrem por causa da vacina e que inoculados estão condenados à morte precoce. Leia a checagem completa.

União Europeia não aprovou uso da ivermectina contra covid

O que andam espalhando: que a União Europeia aprovou uma lista de cinco medicamentos contra a covid-19, incluindo a ivermectina, e que as vacinas serão abandonadas a partir de outubro.

O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é falso. A peça distorce um comunicado de junho da Comissão Europeia que nem sequer  menciona a ivermectina. Um porta-voz desmentiu o boato e afirmou que não existe intenção de abandonar as vacinas aprovadas na UE. Leia a checagem completa.

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