Ataque de vespas gigantes na China ocorreu em 2013; vídeo circula fora de contexto
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Ataque de vespas gigantes na China ocorreu em 2013; vídeo circula fora de contexto

Inseto venenoso foi visto recentemente nos Estados Unidos, mas ainda não houve nenhum ataque contra humanos

Alessandra Monnerat

11 de maio de 2020 | 14h10

Uma reportagem da TV Brasil tem sido compartilhada fora de contexto no Facebook. O vídeo “Onda de ataques de vespas gigantes venenosas já matou 41 pessoas na China” foi veiculado originalmente em 3 de outubro de 2013, mas tem circulado nas redes sociais sem data. As postagens tentam relacionar a reportagem antiga ao fato de vespas gigantes terem sido encontradas pela primeira vez nos Estados Unidos recentemente.

A matéria da TV Brasil mostra uma onda de ataques registrada no noroeste da China em 2013. Mais de 1,6 mil pessoas haviam sido tratadas contra picadas do inseto na época em que a reportagem foi veiculada. O vídeo registra que houve casos de pessoas que receberam até 200 picadas das vespas, que têm cinco centímetros de comprimento.

No início deste mês, o mesmo tipo de inseto foi visto em duas ocasiões nos Estados Unidos, no Estado de Washington. Cientistas ouvidos pela CNN demonstram preocupação com a população de abelhas, que é baixa no país norte-americano, já que as vespas destroem colmeias. Fazendeiros dependem de abelhas para polinizar suas plantações.

Não foram registrados ataques contra humanos nos EUA. Pesquisadores entrevistados pela National Geographic afirmam que não há motivo para pânico e que medidas cautelares estão sendo tomadas.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, vários boatos sobre a China passaram a viralizar nas redes sociais. Veja uma lista de tudo que o Estadão Verifica já checou. 

Foto: Reprodução/Facebook

Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.

Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.

Tudo o que sabemos sobre:

China [Ásia]fake news [notícia falsa]

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.