Temer fará agenda em busca de popularidade

Temer fará agenda em busca de popularidade

Luiza Pollo

01 Dezembro 2017 | 05h30

Michel Temer, presidente da República. Foto: Beto Barata/Presidência da República

Aprovadas as reformas da Previdência e tributária, o governo vai focar em agendas que ajudem a melhorar a popularidade de Michel Temer. A pauta econômica desgasta o governo porque seus resultados demoram a aparecer. Enquanto eles não vêm, o Planalto buscará o apoio da opinião pública anunciando o combate ao desperdício, tocando obras paralisadas e acabando com privilégios. O presidente tem dito que é candidato a fazer a melhor gestão, mas na falta de um nome do seu grupo para 2018 aliados dizem que o roteiro pode viabilizá-lo.

Escanteio. O PMDB usou seu programa partidário, veiculado terça, para polarizar com o PT, ocupando um lugar que até hoje era exclusivo do PSDB.

Só nós. O quadro “pare e compare” expôs a estratégia ao confrontar os números do governo Dilma Rousseff com os resultados da gestão do presidente Temer.

Caminho das pedras. Pesquisas internas contratadas pelos partidos mostram que vai para o segundo turno da eleição presidencial em 2018 quem se colocar como a antítese do PT, que terá o ex-presidente Lula como candidato.

Se mexe. Quem frequenta as rodas de conversas sobre a eleição de 2018 no Palácio do Jaburu diz que, se o governador Geraldo Alckmin não melhorar seu desempenho nas pesquisas, o PMDB vai buscar outro candidato.

Ruim de voto. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), não está na lista de nomes que podem ser apoiados pelo PMDB ao Planalto. É considerado uma força política, não uma força eleitoral. O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), tem o apreço de Temer, mas não é mais o primeiro da fila.

SINAIS PARTICULARES. João Doria, prefeito de São Paulo. Ilustração: Kleber Sales

A luz… Vice-presidente da Câmara, Fábio Ramalho (PMDB-MG) quer convencer o governo a empurrar a votação da reforma da Previdência para outubro, depois das eleições, quando os congressistas não terão mais medo do eleitor.

…no fim do túnel. “A reforma não está sepultada e vai ser votada em 2018. O mercado tem de entender que este momento é inapropriado para votar”, avisa o peemedebista.

CLICK. Filha de Geraldo Alckmin, Sophia (no meio) prestigiou almoço de lançamento do site de Andressa Mendonça, mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira, em São Paulo. Procurada via e-mail, Sophia não retornou até a publicação.

Leia também: Filha de Alckmin, Sophia prestigia almoço de mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira

Duro na queda. O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, avisa que o ex-presidente FHC é sua “referência política mais forte no Brasil”, mas que nem com ele pedindo vai desistir de disputar as prévias do PSDB.

Memória. Virgílio cita a frase do ex-deputado Djalma Marinho ao se manifestar contra a cassação de Márcio Moreira Alves. “Ao meu reino tudo concedo, menos a honra.”

Pra depois. Com Virgílio no páreo, o PSDB só resolve em fevereiro quem será seu candidato em 2018.

É comigo? Há mais de um mês uma comissão especial da Câmara espera do Poder Judiciário a lista de quem ganha salário acima do teto constitucional de R$ 33,7 mil mensais. Para obter os dados, a Casa estuda entrar na Justiça para exigir que sejam enviadas.

Acabou! A mulher do juiz Sérgio Moro desativou a página no Facebook “Eu MORO com ele”. No agradecimento diz: “Vote consciente! Seu voto pode mudar muito, muito mais que a Lava Jato”.

PRONTO, FALEI!

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

“Nós temos em São Paulo um candidato ao governo que é o Paulo Skaf. Na disputa presidencial está indefinido”, DO LÍDER DO PMDB NA CÂMARA, BALEIA ROSSI, sobre a única vaga em aberto no PMDB.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA

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