Senado já debate nome de militar para a Anvisa

Senado já debate nome de militar para a Anvisa

Coluna do Estadão

14 de novembro de 2020 | 05h00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar das fortes críticas e muitas ressalvas à indicação do tenente-coronel Jorge Kormann para a direção da Anvisa, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), avalia que ainda é cedo para dimensionar a receptividade ao novo nome na Casa. O militar substituirá a farmacêutica Alessandra Soares na agência e endossou críticas à Coronavac, a vacina chinesa. “Ele não possui qualificação para exercer a função e tem visão pseudoideológica negacionista da vacina. O ideal seria que o governo recuasse”, diz Humberto Costa (PT-PE).

Trâmite. Kormann precisa ter seu nome referendado pela Comissão de Assuntos Sociais e pelo plenário do Senado antes de assumir o novo cargo na Anvisa.

Memória. Bezerra lembrou ainda que Jair Bolsonaro já recuou de indicações anteriores e que uma eventual substituição pode acontecer. Ele afirmou também que está consultando os senadores da base aliada.

Lattes? Jayme Campos (DEM-MT), membro da CAS, disse que prefere conhecer o currículo do militar antes de dar pitaco. Mas acrescentou: “Órgão desse não pode ter ideologia, nem uma pessoa inabilitada para o exercício do cargo”.

Esforço… Enquanto rolava solta a briga entre Butantã e Anvisa, Eduardo Pazuello teve uma reunião com ministros da Saúde do Brics para tratar de covid-19. Dois deles trabalham em vacinas, a Sputnik (russa) e a Coronavac (chinesa).

…internacional. Na reunião, defendeu o “acesso equitativo de nossas populações a medicamentos, vacinas, diagnósticos e outros insumos médicos”.

CLICK. Candidato à reeleição, o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Eduardo Tuma (ao centro, no fundo), do PSDB, em reunião na Associação Comercial.

Coluna do Estadão

Foco. Nome da confiança de Bruno Covas, Eduardo Tuma focou campanha à reeleição na Câmara na retomada econômica da capital.

Casos de família. O climão na família Arraes é grande no Recife. Conhecedores da política pernambucana afirmam que, se Marília Arraes não for para o segundo turno, é provável que o partido dela, o PT, apoie João Campos (PSB), porém, a própria a candidata, não. Eles são primos.

Não deu liga. Joice Hasselmann (PSL) pode obter um milagre nas urnas. Até agora, no entanto, ela é a prova de que a onda que a elegeu deputada baixou. Sem o clã Bolsonaro, ela terá de repensar caminhos.

SINAIS PARTICULARES. 
Joice Hasselmann, candidata do PSL à prefeitura de São Paulo

Ilustração: Kleber Sales

LEIA TAMBÉM: Fundação Palmares usa pandemia como motivo para não comemorar mês da consciência negra

PRONTO, FALEI! 

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Marco Feliciano, deputado federal (Republicanos-SP): “Enquanto muitos ratos abandonam o barco, Jair Bolsonaro dá exemplo de caráter em relação a Trump”, sobre não ter reconhecido a vitória de Joe Biden.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

Twitter: @colunadoestadao
Facebook: facebook.com/colunadoestadao
Instagram: @colunadoestadao

MARIANA HAUBERT E
MARIANNA HOLANDA.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.