Saque imediato do FGTS: R$ 15 bi parados

Saque imediato do FGTS: R$ 15 bi parados

Coluna do Estadão

24 de fevereiro de 2020 | 05h00

FOTO: MARCELO CAMARGO/AG. BRASIL

Cerca de 36 milhões de trabalhadores, de um total de 96 milhões com direito ao benefício, ainda não retiraram o dinheiro liberado pelo FGTS para saque imediato. No total, mais ou menos R$ 15 bilhões estão parados nos bancos. Segundo o Ministério da Economia, muitos trabalhadores acreditam que, se buscarem os recursos, estarão optando automaticamente pelo “saque aniversário”, feito a cada ano, embora uma coisa não tenha relação com a outra. Pelo saque imediato, é possível retirar até R$ 998 de cada conta do fundo, ativa ou inativa.

Precaução. Outro contingente pode não ter realizado o saque para não reduzir o valor de sua poupança em caso de demissão sem justa causa. A movimentação na conta pode ser feita sem custo pelo app do FGTS ou nas agências da Caixa.

Parado. Fora o dinheiro empoçado no FGTS, há mais R$ 21 bilhões de contas inativas do PIS/Pasep até 1988 também liberados pelo governo e não sacados pelos trabalhadores.

Estou dentro. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, afirmou à Coluna, por meio de sua assessoria, ser favorável também à execução de penas em segunda instância para os processos cíveis.

Estou dentro 2. Segundo ele, a única ressalva feita durante os debates na comissão especial da Câmara dos Deputados foi a de que esse ponto não deveria ser invocado como empecilho para aprovar a emenda.

Contexto. Conforme publicado pela Coluna, apesar da vontade de que a PEC da segunda instância priorize a antecipação do cumprimento da pena na área criminal, integrantes da comissão estão fechados na ideia de manter no texto as condenações em processos cíveis e tributários.

CLICK. O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (de azul, ao centro), deu um tempo nas articulações políticas de seu PSB para curtir o ótimo carnaval do Recife.

FOTO: HEUDES REGIS/SEI

Está explicado. A sobrevida dada a Osmar Terra (MDB-RS) no Ministério da Cidadania deveu-se a único fator: mais do que o presidente Jair Bolsonaro, quem gosta mesmo dele é a primeira-dama, Michelle.

Alalaô. Recém-demitido, o deputado Osmar Terra viajou para o Canadá para passar o carnaval com parte de sua família, que está morando no país da América do Norte.

De mal. Apesar de a bancada do PSDB na Câmara ter se acalmado após o ferrenho embate pela liderança, disputa que terminou com a manutenção de Carlos Sampaio (SP) como líder, o armistício ainda não está totalmente completo.

De mal 2. Sampaio reuniu seus correligionários em sua casa na semana passada e convidou João Doria, de passagem por Brasília, para participar. Desafeto do governador, o deputado Aécio Neves (MG) não compareceu. Os dois protagonizaram o embate pela liderança no início do ano.

Recuperação. Nas palavras de Celso Sabino (PA), apoiado por Aécio na disputa pelo cargo, “o processo foi traumático”. “Estamos em namoro para a reconciliação final”, diz ele. Foi Doria quem bancou Sampaio na liderança e venceu.

Bang on time. Depois de ser uma espécie de campeão de multas por chegar atrasado às reuniões de secretariado de Doria, o secretário Alexandre Baldy acertou os ponteiros. Doria brinca que o secretário aprendeu a lição. “Nem falo disso”, diz Baldy, rindo.

SINAIS PARTICULARES 
Alexandre Baldy, secretario estadual de São Paulo

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

BOMBOU NAS REDES!

Elena Landau. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Elena Landau, economista: “A menina Lava Jato definhou logo no governo Bolsonaro. Quem diria, não é mesmo?”, sobre reportagem de O Globo mostrando redução de prisões

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU JOSÉ FUCS.

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