Disputa pela liderança do PSDB na Câmara envolve articulação para diminuir influência de Doria

Disputa pela liderança do PSDB na Câmara envolve articulação para diminuir influência de Doria

Mariana Haubert

28 de novembro de 2019 | 16h51

Governador João Doria. FOTO: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Em uma tentativa de diminuir o poder de influência que o governador de São Paulo, João Doria, tem tido no PSDB, um grupo de tucanos na Câmara quer eleger o deputado Celso Sabino (PA) para a liderança do partido no ano que vem.

Sabino tem apoio de Aécio Neves (MG). Foi ele, inclusive, o autor do parecer contra a representação feita pelos diretórios municipal e estadual do partido em São Paulo que pedia a expulsão do partido do ex-candidato à Presidência da República. Ele alegou, na época, que Aécio não foi condenado e, por isso, não havia motivo para sua saída. Seu parecer acabou aprovado, o que significou uma derrota para Doria.

Sabino enfrentará o deputado Beto Pereira (MS) na disputa pelo comando da bancada. Ele tem o apoio da ala paulista na Câmara. A bancada, de 32 deputados, está rachada em relação aos dois postulantes. A eleição será realizada na próxima quarta-feira, em Brasília.

Após esta publicação, Pereira enviou à Coluna nota em que afirma não existir “entre os deputados o sentimento de disputa entre o governador de São Paulo, João Doria, e Aécio Neves”.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Em relação à eleição para liderança do PSDB na Câmara, não existe entre os deputados o sentimento de disputa entre o governador de São Paulo, João Dória, e Aécio Neves. Esse é um assunto que a bancada trata internamente, sem interferências, cujo objetivo central é buscar o fortalecimento do partido nacionalmente, sem qualquer tipo de divisão. O PSDB é um só e dentro dele há muitos quadros importantes, de todas as regiões do país. Retratar a eleição para líder como se fosse uma disputa entre dois Estados é tentar apequenar o nosso partido e tirar da bancada o seu protagonismo.

Dep. Beto Pereira (PSDB-MS)

 

 

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