Programa do governo de pós-graduação está quase dois anos atrasado

Programa do governo de pós-graduação está quase dois anos atrasado

Camila Turtelli e Matheus Lara

24 de março de 2022 | 05h00

O Ministério da Educação, em Brasília. Foto: Divulgação/MEC

Enquanto o ministro da Educação, Milton Ribeiro, ocupa seu tempo com o atendimento de pastores, programas da pasta ficam para trás. O Plano Nacional de Pós-Graduação, criado a cada dez anos para tratar de temas como o financiamento de pesquisas, venceu em 2020 e até hoje não foi renovado e nem elaborado. Na semana passada, conselheiros da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) cobraram explicações sobre o programa durante a reunião do Conselho Técnico Científico, o que ficou registrado em ata. No ano passado, mais de 80 pesquisadores ligados à Capes renunciaram e alegaram que não conseguiam trabalhar seguindo padrões acadêmicos.

VAI SAIR. A Capes informou que o plano está sendo elaborado e que os nomes da nova comissão já foram selecionados e serão designados em breve. Disse ainda que houve inúmeras indicações de representantes e, por isso, precisou prorrogar o prazo da escolha.

EXPLICA. O deputado Rogério Correia (PT-MG) pediu explicações ao MEC sobre a falta de elaboração do plano de pós-graduação. No questionamento, ele cita preocupação de especialistas com a chamada “fuga de cérebros” que tem afetado o Brasil, pela ausência de perspectivas na formação profissional.

VIL METAL. A acusação de que o pastor Arilton Moura pediu ouro em troca de conseguir a liberação de recursos para construção de escolas e creches complicou e muito a situação de Milton Ribeiro no Ministério da Educação.

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Arilton Moura, pastor

SUA VEZ. Apesar de muitas figuras do PT prestigiarem presencialmente a filiação do ex-governador paulista Geraldo Alckmin ao PSB, a notada ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi proposital. A ideia era não ofuscar os holofotes da estrela do dia.

TÁ VENDO. A forte presença de potenciais candidatos do PSB a governos de Estados onde o PT também deve concorrer evidenciou os entraves que impossibilitaram a federação entre os partidos. O fim dessa ideia, por outro lado, abriu as portas a esses pré-candidatos.

NA PAZ. Os discursos de Geraldo Alckmin e do presidente do PSB, Carlos Siqueira, foram entendidos pelos quadros da sigla como um recado conciliatório e para acalmar os ânimos após tumultos e confusões internas causadas pelas tratativas sobre a natimorta federação do partido com o PT.

CLICK. Tabata Amaral, deputada federal (PSB-SP)

Parlamentar paulista foi uma das lideranças mundiais convidadas pelo governo francês para o Future Leaders Invitation Programme no país.

SE JUNTOS JÁ CAUSAM… Guilherme Boulos (PSOL) tem amanhã seu primeiro encontro com Lula desde que anunciou que não irá concorrer ao governo de São Paulo.

…IMAGINA JUNTOS. O ato foi interpretado como um bom sinal para a tentativa de Lula de criar uma frente ampla de apoio para sua candidatura, apesar da resistência de uma ala do PSOL em apoiar a construção da chapa entre o ex-presidente e Alckmin.

PRONTO, FALEI! Sâmia Bonfim, deputada federal (PSOL-SP)

“É inadmissível que a Câmara não ofereça respostas à sociedade sobre a cassação do deputado Daniel Silveira, réu por ofender o Judiciário e defender o AI-5″.

COLABOROU BEATRIZ BULLA

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