Por lugar na janelinha no avião de Moro, MBL avalia entrar em bloco no Podemos

Por lugar na janelinha no avião de Moro, MBL avalia entrar em bloco no Podemos

Alberto Bombig, Camila Turtelli e Matheus Lara

09 de dezembro de 2021 | 02h00

Em novembro, Moro foi um dos destaques do Congresso Nacional do MBL em São Paulo. Na foto, ao lado de Arthur do Val e outras lideranças do movimento. Foto: Divulgação/MBL

Os ajustes para o cada vez mais provável casamento entre Sérgio Moro e MBL para 2022 enveredaram para uma possível união dentro do Podemos. Dirigentes e integrantes dos dois lados têm sinalizado positivamente para uma “invasão” do movimento direitista no diretório paulista do partido. A sigla tem interesse na base fiel do MBL e seu potencial de engajamento com força nas redes sociais. Do outro lado, o movimento entende que a estrutura modesta do Patriota, onde está majoritariamente alojado desde as eleições 2020, ou a falta de clareza eleitoral do União Brasil, como mostrou a Coluna, podem comprometer os planos da chapa que deve ter nomes como Arthur do Val candidato a governador de São Paulo e Heni Ozi Cukier ao Senado.

NA DECOLAGEM. Como avaliou um entusiasta do ingresso no Podemos, o MBL sabe como se aproveitar de ondas: se o nome da terceira via no momento é o ex-juiz, é importante conseguir um lugar na “janelinha” de seu avião e se colocar como aliado de primeira hora.

FUROU FILA. As conversas para uma possível filiação de membros do MBL no Podemos ganharam força nos últimos dias, sobretudo depois das primeiras movimentações de Moro como pré-candidato. Antes, Patriota e União Brasil eram as opções vistas como “naturais” para Do Val e companhia.

NEM VEM. Em um jantar a portas fechadas com o ex-governador paulista Márcio França, deputados da bancada do PSB deixaram claro que não querem ceder ao que alguns consideram “caprichos do PT” na formação das alianças regionais para as eleições de 2022.

OTIMISMO. França, por sua vez, disse estar otimista com o crescimento da bancada paulista na Câmara e prospecta dobrar o número de deputados, de quatro para oito, no próximo ano, com o ingresso de novos puxadores de votos na legenda, como Tabata Amaral.

CLICK. Simone Tebet, presidenciável do MDB

Ao lado do presidente do MDB, Baleia Rossi, a senadora por Mato Grosso do Sul lançou sua pré-candidatura à Presidência. É a única mulher na disputa.

MANIFESTO. Representantes de Santas Casas e hospitais filantrópicos de várias partes do País fizeram um ato para cobrar o governo federal pelo repasse emergencial de R$ 2 bilhões. Gestores de hospitais e autoridades religiosas também foram recebidos pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, para tratar do assunto.

MANIFESTO 2. Em maio, Bolsonaro prometeu uma medida provisória para liberar o recurso, mas, até agora, nada. As instituições alertam que não vão conseguir realizar o pagamento do 13.° salário dos funcionários e continuar as atividades.

TROFÉU… O ministro da Saúde Marcelo Queiroga está atropelando a concorrência na reta final da competição para escolher quem chutou mais bolas fora em 2021 (o presidente Jair Bolsonaro, claro, é hors concours nesse quesito).

…ABACAXI. As declarações (e gestos) do ministro Queiroga, em vez de dar tranquilidade ao País durante a pandemia do coronavírus, são quase sempre na linha “eu vim para confundir, não para explicar.”

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

CAFEZINHO. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD) se reuniu com a cúpula do MDB em Brasília nesta quarta-feira, 8. O encontro foi promovido pelo presidente da bancada ruralista, deputado Sergio Souza (MDB-PR), e serviu para iniciar conversas sobre um possível apoio dos emedebistas à reeleição de Ratinho.

DIVERSIDADE. O senador Carlos Viana (PSD) deve buscar uma vice mulher de centro esquerda para compor sua chapa, caso se consolide como candidato ao governo de Minas Gerais.

PRONTO, FALEI! Alvaro Dias, senador (Podemos-PR)

“Já conhecemos este filme. Não é somente Auxílio Brasil. A PEC dos Precatórios representa a soma de recursos para os gastos eleitoreiros do próximo ano.”

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