Pesquisa mostra que mais pobres defendem isolamento total por medo de coronavírus

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Pesquisa mostra que mais pobres defendem isolamento total por medo de coronavírus

Coluna do Estadão

17 de abril de 2020 | 05h10

Foto: Nilton Fukuda/ Estadão

Embora Jair Bolsonaro defenda fortemente a flexibilização do isolamento social sob o argumento de que os mais pobres precisam retomar seus trabalhos, pesquisa realizada pelo Instituto Travessia na grande São Paulo mostrou que justamente essa camada da população é quem mais defende a permanência em casa neste momento. A principal justificativa é o medo de não conseguir atendimento nos hospitais públicos e ver familiares sendo vítimas da doença. O auxílio emergencial garantido pelo governo pode ter ajudado nesta avaliação porque aliviou, de certa forma, dificuldades econômicas.

Vale lembrar. O estado de São Paulo é hoje o epicentro da covid-19 no Brasil. Até ontem, foram registrados 853 óbitos pela doença. No Brasil, são 1.924 mortes no total. Nas cidades com poucos casos, a pressão pela liberação das atividades é crescente.

Olho na conta. A pesquisa identificou que nas classes mais altas a preocupação maior é com os impactos econômicos causados pela pandemia. Isso se dá porque essas pessoas acreditam ter informações suficientes para enfrentar a doença e confiam no acesso e no tratamento dos hospitais particulares.

Detalhes. Das mil pessoas ouvidas pelo instituto, 62% de quem recebe até dois salários mínimos declararam ser a favor do isolamento total. Já 52% das pessoas que ganham mais de dez salários mínimos defendem um isolamento parcial com a retomada de algumas atividades econômicas.

Exposição. A pesquisa também identificou que, em geral, os entrevistados têm menos conhecimento sobre a atuação dos prefeitos do que sobre os governos estadual e federal.

Leia a íntegra da Coluna do Estadão de hoje aqui.

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