Oposição usa caso de Flordelis para pressionar pela volta do Conselho de Ética da Câmara

Oposição usa caso de Flordelis para pressionar pela volta do Conselho de Ética da Câmara

Marianna Holanda

25 de agosto de 2020 | 05h05

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) durante coletiva à imprensa sobre o assassinato do seu marido, Anderson do Carmo Foto: WILTON JUNIOR / ESTADÃO

O caso da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de mandar matar o marido, pastor Anderson do Carmo, renovou a pressão pela reabertura do Conselho de Ética na Câmara. A oposição espera poder usar o trágico episódio para retomar os trabalhos, paralisados desde que começou a pandemia. Como pano de fundo, há uma série de representações contra deputados bolsonaristas a serem analisadas pelo colegiado, em especial contra Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Online. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem sendo cobrado há meses pela reabertura do conselho. Há um projeto pronto para ser votado em que institui a volta dos trabalhos de forma digital.

Cautela. “Não quero antecipar juízo de valor no caso. Mas o que está demonstrado de apuração da polícia é um caso gravíssimo, que fere o decoro parlamentar, portanto é pauta do Conselho de Ética e do plenário”, disse Márcio Jerry (PCdoB-MA), membro do colegiado.

Profeta. O líder do DEM, Efraim Filho (PB), afirmou: “O caso é extremamente simbólico, o caminho é haver uma representação, que acabará forçando a reabertura do Conselho de Ética”.

Desenrolar. O afastamento de deputada, sob pedido judicial, será analisado no plenário da Casa. Mas eventual quebra de decoro e cassação de mandato devem passar pelo Conselho de Ética, após representação de um partido.

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