O plano de Doria para reconstruir o PSDB

O plano de Doria para reconstruir o PSDB

Coluna do Estadão

10 de abril de 2019 | 05h00

Governador João Doria. FOTO: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

O governador de São Paulo, João Doria, finaliza com aliados, segundo apurou a Coluna, um plano de reconstrução do PSDB após o fracasso do partido na disputa pela Presidência. Uma ampla pesquisa nacional, em meados deste ano, descobrirá o que os brasileiros pensam dos tucanos. Do resultado, dependerão a mudança do nome, Partido da Social Democracia Brasileira, e uma fusão com outras siglas. A um interlocutor, Doria pregou o dever de o “novo” PSDB ser duro com os extremos, “à direita e à esquerda”, em busca de diálogo com a sociedade.

Combo. No radar dos tucanos, o parceiro mais cobiçado é o DEM. A fusão é tratada como uma possibilidade grande e real, para dar musculatura ao partido, diz um auxiliar de João Doria.

Jovem e liberal. O “novo” PSDB, segundo esse auxiliar, abandonará de vez a “centro-esquerda e será apenas de centro”, com um forte programa liberal na economia e pautas e bandeiras mais jovens e “digitais”.

Arranque. Técnicos do MEC afirmam que o maior desafio do novo ministro Abraham Weintraub será arbitrar a divisão entre militares e olavistas. Na posse, o atual mandachuva da pasta disse que o direcionamento será só o de Jair Bolsonaro.

Alinhado. Pesou na escolha do substituto de Weintraub na Casa Civil, Vicente Santini, o bom trânsito que mantém com o núcleo dos militares. Não para menos: ele é filho de um general.

Fala mais. Chamou a atenção de integrantes da CCJ o entusiasmo com que a oposição defendia o tempo de fala até da líder de governo, Joice Hasselmann. Queriam adiar ao máximo a análise da Nova Previdência.

Preferidos. Enquanto a Câmara do Rio articula uma eleição indireta caso Marcelo Crivella sofra impeachment, Pedro Fernandes (PDT), Rodrigo Amorim (PSL) e Marcelo Freixo (PSOL) já despontam como alternativa de sucessão.

De novo. O TRE-MT pautou pela terceira vez a cassação da senadora Juíza Selma (PSL). Uma sessão foi suspensa porque os advogados deixaram a causa e, na outra, o presidente da Corte, que foi juiz auxiliar da senadora, se declarou impedido.

SINAIS PARTICULARES
Bruno Covas, prefeito de São Paulo

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Bypass. Os ministérios da Economia e de Minas e Energia tentam colocar em pé um possível parecer do TCU para avalizar juridicamente o contrato da cessão onerosa direto com a Petrobrás, sem passar pelo Congresso. Resolver essa situação pode destravar leilões de até R$ 100 bilhões.

Desconforto. Rodrigo Maia defende que o Parlamento, que teve participação no acordo, dê o aval. Uma reunião chegou a ser convocada entre secretários das duas pastas e ministros do TCU, mas a pressão gerou incômodo na Corte.

CLICK. Ex-ministro e ex-presidente do BNDES Dyogo Oliveira pegou ontem fila como todo mundo para entrar na Câmara. O Congresso estava totalmente lotado.

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Infra. Das 4.669 obras paralisadas do PAC, 20,8% são de creches e pré-escolas. O estudo, encomendado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), será apresentado hoje. As entidades projetam que a retomada poderia gerar 500 mil empregos.

Zelador. Em busca de uma marca para sua gestão, porém sem dinheiro sobrando, Bruno Covas (PSDB) foi aconselhado a apostar tudo na manutenção e na melhoria dos espaços públicos da capital paulista, além de cultivar uma imagem pessoal de conciliador.

PRONTO, FALEI!

Luciano Bivar. FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Luciano Bivar, presidente do PSL e deputado federal (PE): “Não é que o PSL caia na provocação. Mas, se ficar quieto, todo mundo vai dizer amanhã que foi omisso”, sobre sessão da CCJ que analisou a Nova Previdência.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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