Namorada de Lula, Janja vai deixar seu emprego na usina de Itaipu

Namorada de Lula, Janja vai deixar seu emprego na usina de Itaipu

Tânia Monteiro

12 de novembro de 2019 | 21h49

O ex-presidente Lula ao lado da namorada, Rosângela da Silva Foto: Werther Santana/Estadão

A namorada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Rosângela da Silva, conhecida pelo apelido “Janja”, vai deixar seu emprego na usina binacional Itaipu. Aos 52 anos, Janja exerce a função de socióloga na empresa desde janeiro de 2005 e ganha cerca de R$ 20 mil.

Sua saída foi acertada em comum acordo com a direção da empresa, comandada pelo general Joaquim Silva e Luna, e será conduzida de maneira “absolutamente pacífica”, segundo apurou a Coluna. O presidente Jair Bolsonaro foi comunicado do acerto, “negociado sem conflito”, para desligamento de Janja.

Procurada, Itaipu confirmou que Rosângela da Silva está deixando a empresa, mas não deu detalhes sobre negociação para a saída. A empresa informou que a saída “foi fruto de acerto entre as duas partes”.

O afastamento de Janja foi acertado nesta terça-feira, 12, seu último dia na empresa, mas seu desligamento definitivo será efetivado em janeiro. Até lá, ela poderá usufruir da bonificação a que tem direito e à antecipação de suas férias. Em Itaipu, o empregado com mais de dez anos de casa tem direito a férias de 30 dias úteis, e não 30 dias corridos como prevê a CLT.

No final da tarde de sexta-feira, dia em que Lula foi solto, Janja estava em Curitiba, na porta da Polícia Federal, aguardando o namorado deixar a carceragem. No mesmo dia, Lula anunciou que havia pedido a socióloga em casamento.

Rosângela da Silva chegou a Itaipu a pedido de Lula, atendido pelo então presidente da empresa, Jorge Samek, que esteve no comando da binacional entre 2003 a 2017.

Também a pedido da cúpula petista, Janja foi cedida à Eletrobrás para realização de um curso, no Rio de Janeiro, entre junho de 2012 e fevereiro de 2017. Em seu retorno à Itaipu, foi lotada na área de responsabilidade social, e trabalhou no escritório de Curitiba de 7 de abril de 2018 até sexta-feira passada. Atualmente Rosângela não tinha nenhum cargo gerencial.

Para negociar sua saída de Itaipu sem que tivesse maiores prejuízos, a namorada de Lula procurou um intermediário ligado ao diretor-geral de Itaipu. O general Silva e Luna concordou que a saída fosse feita de comum acordo.

Se continuasse na empresa, Janja teria de deixar Curitiba para ser transferida para Foz do Iguaçu até o início de 2020. Isso porque a nova administração da binacional vai extinguir o escritório da capital paranaense em 31 de dezembro. Ela já tinha pedido para permanecer em Curitiba até a data-limite para transferência. Se não deixasse a empresa, ela e Lula teriam que se mudar para Foz do Iguaçu.

A Coluna tentou um contato com Rosângela por telefone, mas não obteve sucesso até a publicação da reportagem.

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