MDB terá de ceder para viabilizar nome próprio ao comando do Senado, avaliam parlamentares

MDB terá de ceder para viabilizar nome próprio ao comando do Senado, avaliam parlamentares

Coluna do Estadão

08 de dezembro de 2020 | 05h10

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Com o maior número de postulantes à Presidência do Senado no ano que vem, o MDB pode vir a cometer o mesmo erro de 2019 quando rachou internamente e não conseguiu formar uma união em torno de Renan Calheiros (AL), que acabou desistindo da disputa em cima da hora. Senadores de diversas correntes políticas avaliam que o partido terá que ceder a condições colocadas por outras legendas para viabilizar um nome seu na corrida pelo comando da Casa. A oposição, por exemplo, admite até votar em um emedebista, mas rejeita peremptoriamente Eduardo Gomes (TO) e Fernando Bezerra Coelho (PE) – os dois principais postulantes da legenda – por serem líderes do governo no Congresso e no Senado, respectivamente.

Cenário. Eduardo Braga (AM), também no páreo, é o menos palatável ao governo de Jair Bolsonaro por ser considerado como mais independente. Por isso mesmo, o senador pode angariar mais apoios de setores contrários ao Planalto.

De novo, não. Para caciques do partido, o maior temor é que uma desaglutinação possa levar um nome de fora do “mainstream” a vencer a eleição, que acontecerá em fevereiro.

Cadê? A decisão do STF desorganizou o que já estava amarrado no Senado em torno de Davi Alcolumbre (DEM-AP). Alguns líderes ficaram em compasso de espera, até por respeito ao presidente da Casa, esperando que volte do Amapá para se posicionar.

Juntinhos. A principal preocupação do grupo próximo a Alcolumbre hoje é garantir que haja consenso em torno de um nome. Apesar de o Muda Senado ter rachado neste ano, a avaliação é que uma eventual divergência no MDB, por exemplo, poderia dar fôlego aos lavajatistas.

De olho. Aliás, o Muda Senado vai se reunir virtualmente nesta quinta-feira,10, para discutir como o grupo se posicionará na disputa pelo comando do Senado. Ainda não há uma indicação de quem pode ser apoiado, já que o movimento não deve escolher um nome próprio para a eleição.

Segunda chance. “É oportunidade para melhorar imagem da instituição. Temos obrigação de tentar”, disse o senador Álvaro Dias (Podemos-PR).

Olha ela. Simone Tebet (MDB-MS) é o nome mais próximo ao Muda Senado dentre os que estão sendo cotados no MDB.

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