MBL avança em projeto para criar seu partido

MBL avança em projeto para criar seu partido

Coluna do Estadão

03 de maio de 2019 | 05h00

Fachada do TSE em Brasília: FOTO: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

A assessoria técnica do TSE deu sinal verde à consulta do MBL sobre a validade de assinaturas eletrônicas na criação de um partido (são necessárias 500 mil). Se esse parecer for confirmado pelo Tribunal, a missão do movimento deverá se transformar numa tarefa tão fácil quanto cortar barra de manteiga com faca quente: o grupo que liderou as manifestações pelo impeachment de Dilma (PT) tem mais de 3,3 milhões de curtidas no Facebook e 470 mil seguidores no Twitter. O partido do MBL, segundo as projeções, poderá disputar as eleições de 2022.

Correndo. Na próxima semana, membros do MBL devem se encontrar com o relator do caso no TSE, ministro Og Fernandes, para tentar agilizar a decisão. A expectativa é de que o voto dele sobre o partido do movimento saia em um mês.

Digital. O novo partido não deverá se chamar MBL nem terá o “P” na sigla. O desenvolvimento de um aplicativo está em estudo como forma de incluir os seguidores do movimento no processo decisório.

Enquanto isso. O MBL entrou com processo no Conselho Nacional de Justiça para barrar a licitação do STF para a compra de lagostas e vinhos, no valor de R$ 1,1 milhão. O documento foi protocolado pelo deputado federal Kim Kataguiri, abrigado no DEM paulista.

CLICK. João Amoêdo, do Novo, anunciou projeto do partido para proibir itens de luxo em licitações públicas: “Quem paga a conta, como sempre, é a população”

Pressão. Está cada vez mais tenso o clima entre ideológicos e militares por conta da Venezuela.

Acidente. A mulher do ministro Onyx Lorenzoni, a triatleta Denise Veberling, foi atropelada em Brasília, atingida enquanto pedalava próximo ao Alvorada por um motorista que falava ao telefone. Ela caiu, sofreu escoriações e passa bem.

SINAIS PARTICULARES
Kim Kataguiri, deputado federal (DEM-SP)

ILUSTRAÇÃO: KLEBER SALES/ESTADÃO

Afinados. A indicação de Vinicius Carvalho (PRB-SP) para a relatoria da reforma dos militares na Câmara foi articulada pelos comandantes das três Forças Armadas. Rodrigo Maia já sinalizou que deve endossar.

Foi dada… Até o momento, só três emendas foram apresentadas à reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara.

…a largada. Uma derruba as novas regras da aposentadoria rural, outra a especial, dedicada a trabalhadores expostos a condições adversas, e a terceira abranda a regra de transição para servidores e professores.

Liberou… O enrolado leilão da Lotex, que foi adiado quatro vezes, vai dar aval para o vencedor instalar máquinas de apostas instantâneas onde bem entender.

…geral? Ao ser questionada sobre as distâncias entre as máquinas, a comissão de licitação do BNDES respondeu que não existe regra. Na prática, pode significar a institucionalização dos caça-níqueis até perto de escolas, por exemplo.

Casa… O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) fechará o escritório de São Paulo, cidade onde mora o ex-presidente Michel Temer. Para ser devolvido nas mesmas condições nas quais foi locado, o imóvel passará por reforma orçada em até R$ 83 mil.

…nova. Na gestão Dilma, a unidade do GSI funcionava em Porto Alegre, onde a ex-presidente mantém residência. Agora, já há uma no Rio de Bolsonaro.

PRONTO, FALEI!

Major Vitor Hugo: FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

Major Vitor Hugo, líder do governo na Câmara (PSL-GO): “Foi incoerente, porque admitiu que a PEC é boa, mas disse que limitaria seus efeitos por motivos políticos e eleitorais”, sobre declaração de Paulinho da Força.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU ELIANE CANTANHÊDE

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