Jungmann vê ‘fracasso’ do governo Bolsonaro na Segurança Pública

Jungmann vê ‘fracasso’ do governo Bolsonaro na Segurança Pública

Coluna do Estadão

21 de outubro de 2020 | 05h00

Foto: Fabio Motta/Estadão

O ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann diz que a piora nos índices da violência no País “atestam o fracasso” até aqui do governo de Jair Bolsonaro na área. Ele explica: apesar de ter sido eleito empunhando a bandeira da redução da criminalidade, o presidente até agora não apresentou uma política nacional consistente para minorar a epidemia de assassinatos e feminicídios que encurrala o País. “Bolsonaro se elegeu com dois pilares importantes: a segurança pública e o discurso de combate à corrupção. Os números atestam o fracasso do seu governo na segurança”, disse. 

Filho… Jungmann reconhece que, na ponta, a segurança é de responsabilidade dos governadores. Mas lembra que, durante a campanha, “Bolsonaro chamou para si essa responsabilidade e, agora, não tem como a piora nos índices (conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública) não cair no colo dele”.

…é teu. “Qual é a política de Segurança Pública? É distribuir armas para a população? Isso é multiplicar assassinatos, como vemos”, afirma ele.

Verão passado. A avaliação é de que neste ano se colhe o trabalho do ano anterior. E, em 2020, ficou claro que a prioridade da pasta, então sob Sérgio Moro, tinha outras prioridades, como a aprovação do pacote anticrime.

A conta. Os dados foram contabilizados do primeiro semestre deste ano, e, como André Mendonça assumiu no final de abril, tem o voto de confiança de Jungmann. Ao menos, por ora.

Quarentena? Para chamar atenção para o sistema prisional, o ministro de Temer usou um termo familiar da pandemia: “As prisões tornaram-se o home office do crime organizado”.  

Momento fofura. Após a dura disputa pelo comando do Senado, Davi Alcolumbre e Renan Calheiros estão se entendo superbem.

A beleza… Durante o “intensivão” de análises de indicações no Senado, Alcolumbre disse ter uma “lista de oração”, para depois se corrigir: “de oradores”. “A fé é a esperança nas coisas não vistas”, afirmou, todo simpatia da tribuna.

… da política. Renan completou: “Queria só cumprimentar vossa excelência pelo bom senso, pelo encaminhamento da apreciação de modo a descomprimir a pauta para que amanhã nós tenhamos deliberação qualificada com relação à indicação do ministro do STF”.

SINAIS PARTICULARES.

Kassio Marques, desembargador indicado para o STF

Indigesto. Kassio Marques pode esperar da sabatina de hoje na CCJ do Senado perguntas sobre uma decisão sua enquanto desembargador no ano passado. Na época, liberou uma licitação do STF para a compra de vinhos importados e lagostas.

Fim. O conselho da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) aprovou o processo de liquidação da empresa: em seis meses, a estatal paulista deixará de existir, conforme decisão do governo do Estado.

Fim 2. Os quatro diretores da Dersa foram destituídos e um liquidante executará a gestão jurídica da empresa em seus dias finais. Entre 300 e 400 funcionários deverão ser desligados ao final do processo.

CLICK. Em reunião na Saúde, governador Helder Barbalho “conheceu” a vacina chinesa.

Coluna do Estadão

Soma. Parlamentares integrantes da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) aderiram ao documento “Ações imediatas para redução do desmatamento”, criado pela Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura e apresentado ao governo federal.

Supra. Entre os 28 parlamentares estão os deputados Rodrigo Agostinho (PSB-SP), Tabata Amaral (PDT-SP), Alessandro Molon (PSB-RJ), Raul Henry (MDB-PE), Tiago Mitraud (Novo-MG), Marcelo Ramos (PL-AM) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O documento lista propostas para a redução imediata do desmatamento.

PRONTO, FALEI!

Elena Landau. FOTO: GABRIELA BILO/ESTADÃO

Elena Landau, economista: “Temos a aprovação de um ministro para TCU sem que haja vaga no TCU. Isso sim é nova política”, sobre a indicação de Jorge Oliveira para o tribunal.

COM REPORTGAEM DE ALBERTO BOMBIG E MARIANNA HOLANDA

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