General Heleno atua para manter união da direita

General Heleno atua para manter união da direita

Coluna do Estadão

24 de janeiro de 2020 | 05h00

Augusto Heleno, chefe do GSI Foto: Dida Sampaio/Estadão

Soaram como tentativa desesperada de manter a direita unida as postagens de Augusto Heleno sobre a nova crise na relação Bolsonaro-Moro. Claro, um rompimento dos titãs do campo conservador tende a ser pior para o presidente, entre outras coisas, porque a rejeição ao ministro é menor e porque cresce entre os brasileiros a percepção de que ele é “leal” ao chefe, indicam pesquisas. Por ora, as reações aos posts serviram para dimensionar o risco: segundo monitoramento preliminar de consultoria independente, Moro teve muito apoio nas reações.

Igual. “Ou vocês confiam no capitão Jair Bolsonaro (…) ou continuarão atacando-o e devolverão o Brasil à esquerda, em 2023”, escreveu Heleno. O problema para o Planalto, observa um experiente senador, é Moro ser tão (ou mais) reconhecido como anti-esquerdista quanto Bolsonaro.

Fuen. A proposta de recriar o Ministério de Segurança Pública está na Secretaria de Assuntos Jurídicos. Governistas acham que Bolsonaro manterá tudo como está, ou seja, com Moro.

Bye… Ao demitir do FNDE um aliado de Rodrigo Maia, Abraham Weintraub conseguiu se indispor de vez com lideranças do Congresso. Os problemas no Enem não ajudam, claro. Mas não há clima hoje para votar qualquer matéria do ministro da Educação na Casa, já mandou avisar Maia ao Planalto.

…bye. Além disso, governo já dá como certo que a MP da carteirinha digital não será votada. Lideranças também mandaram avisar que não tem chance de passar. O governo até poderia reeditá-la e mandar de novo, mas não tem se movimentado para isso.

SINAIS PARTICULARES.
Eduardo Bolsonaro, deputado federal (PSL-SP)

Kleber Sales

Mudei. Os bolsonaristas ainda infiltrados no PSL querem postergar ao máximo a possibilidade de serem expulsos do partido antes de o Aliança pelo Brasil ser oficializado. Vão contestar os trâmites internos da sigla de Luciano Bivar.

Corda bamba. Se Eduardo Bolsonaro conseguir se manter na liderança do PSL, os infiltrados terão chance de continuar atuando no Congresso, com participação em comissões e relatorias de projetos. Mas, se o filho do presidente cair…

Fica. Diante do rebuliço nas redes sociais (bombou no Twitter a hashtag “Rainha da Suástica”, em alusão à novela Rainha da Sucata), o cineasta Bruno Azevêdo está mobilizando artistas para fazer um vídeo em apoio a Regina Duarte na Secretaria de Cultura.

Tartaruga. Um ano após o desastre de Brumadinho, nenhum projeto elaborado pela comissão externa da Câmara dos Deputados criada para analisar o caso foi concluído pelo Congresso. Das dez propostas apresentadas pelos parlamentares, cinco foram aprovadas pela Casa, mas ainda estão nas mãos dos senadores.

CLICK. “Primeira escala rumo à India. Agradeço a hospitalidade dos nossos irmãos angolanos”, escreveu o presidente em rede social após parada em Angola.

JAIR BOLSONARO FACEBOOK

Fica… O embaixador do Brasil em Washington (EUA), Nestor Forster, mandou carta em resposta aos tuítes do senador democrata Bernie Sanders nos quais ele ataca Jair Bolsonaro e defende o jornalista Glenn Greenwald.

…na sua. “Declarações sugerindo qualquer envolvimento do presidente Bolsonaro nesse caso não são apenas enganosas, como inteiramente falsas.” Ele anota que o Ministério Público é independente.

PRONTO, FALEI!

Foto: André Dusek/Estadão

Alvaro Dias, senador (Podemos-PR): “A recriação do Ministério da Segurança Pública é mais uma tentativa de desidratar Sérgio Moro. Não é a primeira vez que ele é desacreditado.”

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA.COLABOROU BEATRIZ BULLA.

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