Frente Parlamentar da Reforma Administrativa elege prioridades na Câmara

Frente Parlamentar da Reforma Administrativa elege prioridades na Câmara

Coluna do Estadão

17 de fevereiro de 2020 | 05h00

Plenário da Câmara dos Deputados (Luis Macedo/Agência Câmara)

Enquanto a reforma administrativa do governo ainda derrapa, o Congresso já se articula para fazer sua parte. Presidida por Tiago Mitraud (Novo-MG), a Frente Parlamentar da Reforma Administrativa teve seu primeiro encontro na semana passada. Os parlamentares elegeram de dez temas, três prioritários para mudanças no funcionalismo público: desburocratização, desempenho por competência e diretrizes para remuneração. Traduzindo: modernizar o poder público, estrutura de carreira, e rever benefícios, como licença capacitação.

Lá embaixo. Dentre a lista de prioridades, não teve destaque “novas formas de acesso e seleção” no serviço público, ou seja, concursos.

De olho. Mitraud explica: as propostas legislativas que a frente deve defender dependem do encaminhando do governo. A ideia é não bater cabeça. O lançamento da frente será no próximo dia 3, com a presença de Rodrigo Maia.

Deadline… A um mês e meio do prazo final para concorrer nas eleições deste ano, o dirigente do Aliança pelo Brasil Sérgio Lima afirma que as assinaturas necessárias para a criação do partido já foram obtidas pela legenda. Mas não sabe precisar quantas têm.

… apertado. Segundo Lima, ainda falta “converter” as fichas em assinaturas válidas no TSE. O prazo estabelecido por dirigentes é 7 de março. Considerando que o tribunal tem 15 dias para conferir as assinaturas, está em cima do laço.

CLICK. Com Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Sérgio Moro viram ontem o Flamengo venver por 3 a 0 o Atlético Paranaense. O ministro da Infraestrutura é flamenguista roxo.

Instagram/Tarcisio de Freitas

Plano B. Parlamentares engajados em tornar o 13.º do Bolsa Família permanente, não só em 2019, recuaram de instituir a medida a beneficiários do BPC. A saída agora é uma espécie de bônus de fim de ano.

Plano A. Antes, Marcelo Ramos (PL-AM) havia sugerido voltar com o PL “come-cotas”, de taxar fundos milionários. Mas o governo também torceu o nariz.

SINAIS PARTICULARES.
Roberto Campos Neto,
presidente do BC

Kleber Sales

O+. Depois de uma vida inteira na iniciativa privada, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, diz estar impressionado com o alto nível dos servidores do BC. Tanto, que brinca: hoje se considera “doador universal de quadros” a outros ministérios.

Com a palavra. O sociólogo Fernando Guimarães não gostou de Vinícius Poit (Novo-SP) ter tido que foi vítima de uma “desonestidade” por ter sido convidado (e participado) da reunião que discutiu ações contra Abraham Weintraub.

Com a palavra 2. “Quando há um ato em defesa da educação, pressupõe-se que está ela sob ataque. Mas não se trata de um grupo de oposição a quem quer que seja”, diz Guimarães, organizador do encontro.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Marco Feliciano, deputado federal (Sem partido-SP): “Por que tanta falação sobre um general na Casa civil? Se militares podem ir a guerra morrer pela pátria, por que não podem administrar um ministério?”.

COM MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABORARAM ELIANE CANTANHÊDE E RAFAEL MORAES MOURA.

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