Disputa pela Av. Paulista no Sete de Setembro preocupa autoridades

Disputa pela Av. Paulista no Sete de Setembro preocupa autoridades

Alberto Bombig e Matheus Lara

18 de agosto de 2021 | 05h00

A disputa pelo direito de ocupar a Avenida Paulista no 7 de Setembro é forte sinal de que a polarização envolverá cada vez mais as ruas e elevará a tensão política daqui até o final das eleições. Nos bastidores do Ministério Público e da PM, o embate pela prerrogativa de usar a via gerou preocupação em relação à segurança das manifestações. Como mostrou o blog da Coluna, opositores de Jair Bolsonaro levarão ao MP pedido contestando a liberação da avenida para os apoiadores do presidente: alegam ser a vez deles no rodízio mediado pela PM.

Tensão. A percepção das autoridades é de que os ânimos estão se exaltando em São Paulo e no País. O medo é de desrespeito ao rodízio e consequente conflito.

Tapetão. A disputa também indica que os tribunais deverão ser mais acionados. “Teremos uma expansão desse componente de judicialização. Isso agrega valor às narrativas polarizadas”, diz o cientista político Creomar de Souza, da consultoria Dharma.

Foto: Taba Benedicto/Estadão

Versões. A PM-SP autorizou apoiadores de Bolsonaro a ocupar a Paulista no Dia da Independência porque a esquerda se manifestou no dia 24 de julho.

Versões 2. Os opositores do presidente contestam: entendem que a vez é deles, pois o último embate por data teria sido em 1.º de maio, quando bolsonaristas realizaram seu ato.

Judicialização. “Estão se valendo muito do Judiciário no sentido de proteger as ideologias de cada polo. É preciso aprender a fazer política independentemente da judicialização”, diz o promotor e professor do Ibmec Clever Vasconcelos.

CLICK. Ciro Nogueira gostou da ideia de se autointitular ‘amortecedor das crises’ e posou para foto segurando a peça. Porém, solavancos continuam fortes no País

Questão… As consequências das ameaças de Bolsonaro ao STF: 1) ninguém mais acredita na conversinha de que “ministros moderados tentam convencer o presidente a evitar atritos”. Quem está no Planalto joga junto do presidente.

..de lado. 2) Com seus vitupérios, Bolsonaro levanta bolas açucaradas para Rodrigo Pacheco cortar e marcar pontos importantes jogando do lado certo da quadra, o da democracia.

SINAIS PARTICULARES. Rodrigo Pacheco, presidente do Senado (DEM-MG). Ilustração: Kleber Sales.

Interpretação de texto. Parlamentares da Comissão Externa de Acompanhamento do Ministério da Educação vão defender a reabertura das inscrições do Enem e endossar uma ação de entidades estudantis no STF sobre o exame.

Matemática. Para o grupo, presidido pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP), o número baixo de inscritos – 3,1 milhões, o menor desde 2005 – pode estar relacionado à decisão do MEC de manter a regra que condiciona a isenção da taxa de inscrição à justificativa de ausência no ano anterior do exame.

Lógica. “Milton Ribeiro minimiza o medo dos estudantes acerca da covid-19, seguindo a linha do negacionismo e desconsiderando que os alunos em situação de vulnerabilidade tiveram grandes dificuldades”, diz nota da comissão.

De olho. Danilo Forte (PSDB-CE) recebeu de Rose de Freitas (MDB-ES) a missão de acompanhar o andamento dos programas financiados por verbas federais. Conforme mostrou o Estadão, o Congresso deixou de fiscalizar o Orçamento aprovado pelos próprios parlamentares.

De olho 2. Forte disse à Coluna pretender criar comitês responsáveis por monitorar cada área da execução orçamentária, inclusive de anos anteriores, mas com especial atenção para a atual, que está atrasada.

Debutante. Tomás Covas, filho de Bruno Covas (morto em maio último), terá sua ficha de filiação ao PSDB abonada hoje por líderes e militantes do partido, em ato em São Paulo.

PRONTO, FALEI!

Romário Faria, senador (PL-RJ)

“A fala revela um odioso e ultrapassado preconceito em relação às crianças com deficiência”, sobre Milton Ribeiro ter dito que elas “atrapalham” em sala de aula.

O senador Romário. Foto: Divulgação

COLABOROU PEDRO VENCESLAU

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.