Dengue se junta à Ômicron no foco das preocupações da saúde pública em SP

Dengue se junta à Ômicron no foco das preocupações da saúde pública em SP

Camila Turtelli e Matheus Lara

02 de fevereiro de 2022 | 05h00

Vista do centro de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, na segunda-feira, 31 de janeiro, com ruas completamente alagadas após chuvas fortes que atingiram a cidade no fim de semana. Foto: Werther Santana/Estadão

Com as chuvas deste início de ano, o governo de São Paulo monitora com preocupação o aumento de casos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no Estado. Num momento em que a variante Ômicron continua se espalhando e sendo dor de cabeça na saúde pública, casos de dengue já somam 2.028, com uma morte registrada, até 31 de janeiro. Foram mais cinco casos de chikungunya identificados e um de zika. Uma das dificuldades tem sido a logística das equipes de controle, afetada pelas restrições da covid-19 e o afastamento de funcionários contaminados. A Sala de Situação de Arboviroses do governo paulista, que monitora essas doenças, se reúne nos próximos dias para avaliar o cenário.

TUDO CONTRA. “Estamos tendo dificuldade por conta da covid-19 e, além disso, com as chuvas a preocupação é maior, porque este período, com o aumento do nível pluviométrico e das temperaturas, favorece o mosquito e seu desenvolvimento se torna mais rápido”, disse Dalton Fonseca Júnior, da Vigilância Epidemiológica.

LEMBRETE. A secretaria de Saúde reforçou orientações de prevenção, como o cuidado com água parada e limpeza de caixas d’água e, em iniciativa pioneira, enviou a municípios um Protocolo de Manejo Clínico de Chikungunya.

BRIGA. A Corregedoria da Câmara de São Paulo se reúne no dia 10 de fevereiro para votar a admissibilidade dos processos que as vereadoras do Novo Cris Monteiro e Janaína Lima abriram uma contra a outra. As duas se acusam de agressão dentro do banheiro da Casa.

CLICK. Rosângela Moro, advogada

Mulher de Sérgio Moro (Podemos) tem registrado bastidores das agendas da pré-campanha do marido. Na foto, em encontro com o Vem Pra Rua.

COMO FAZ? Com o fim das férias para os congressistas, lideranças estão com dúvidas sobre como as federações vão alterar a dinâmica nos plenários da Casa. Na Câmara, o tema deve ser levado para as reuniões previstas com o presidente Arthur Lira (PP-AL) sobre a retomada dos trabalhos.

MUITO CACIQUE. Atualmente, além de líderes de bancadas, há também os líderes de blocos partidários. Parlamentares agora querem esclarecer se federações partidárias também terão lideranças, por exemplo.

ARRUMAÇÃO. Servidores correram para dar os toques finais e fazer reparos no Parlamento antes do início dos trabalhos. A maquete tátil do Congresso, que fica exposta no Salão da Verde da Câmara, precisou de restauro porque estava sem um pedaço.

PULP… Como no filme Pulp Fiction, na cena em que o personagem de John Travolta gesticula indo de um lado para o outro sem saber direito o que fazer, Roberto Freire (Cidadania) tem ido para lá e para cá nas conversas sobre federação.

…POLITICS. Depois de conversas com Podemos, MDB e PDT, ao menos por ora, um acordo com o PSDB é o mais provável. Faltam alinhar os arranjos para o governo da Paraíba e para a prefeitura de Macapá (AP).

SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Roberto Freire, presidente do Cidadania

PÉ NO FREIO. O ministro Edson Fachin, do STF, aceitou uma ação movida pelo PV para impedir que qualquer tipo de proposta tramite na Câmara e no Sendo em regime sumário. Entre elas, o PL de grilagem de terras, por exemplo. Fachin encaminhou a ação ao plenário do STF e deu prazo de cinco dias para manifestações da AGU e PGR e de dez dias para o posicionamento do Senado e da Câmara Federal.

MUDA. Secretários estaduais discutirão continuidade de projetos nas trocas de governo de 2023 no 11.º Congresso Consad de Gestão Pública, em Brasília, no mês que vem. “Mapear ações e detalhar etapas pendentes são essenciais para construir estruturas resilientes”, diz o presidente do Consad, Fabricio Marques.

DISCUSSÃO. O presidente do IREE Walfrido Warde participa nesta quinta, 3, de um bate-papo online com Paulo Markun, autor do livro “Recurso Final”, sobre a atuação da Polícia Federal no caso envolvendo o suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Luiz Carlos Cancellier de Olivo, em 2007. Rafael Valim, diretor do IREE, também participa do debate que será transmitido pelo canal da entidade no Youtube.

PRONTO, FALEI! Benedita da Silva, deputada federal (PT-RJ)

“A condução do caso do Moïse (Kabagambe) é desumana. Racismo institucional não permite que haja justiça para ele de forma rápida e contundente. Até quando?”

ALBERTO BOMBIG ESTÁ DE FÉRIAS E RETORNA À ‘COLUNA DO ESTADÃO’ NO DIA 16 DE FEVEREIRO

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