Dados preliminares são água fria para Mourão

Dados preliminares são água fria para Mourão

Coluna do Estadão

01 de agosto de 2020 | 05h00

Queimada em Santo Antônio do Matupi, no sul do Amazonas, em 2019. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Dados preliminares sobre focos de incêndio na Amazônia em julho devem deixar o governo federal em situação ainda mais desfavorável diante da pressão pela preservação do meio ambiente. Até ontem, o aumento na região era de 14,53% neste mês em relação ao mesmo período do ano passado. A agravante dessa situação é que as queimadas em todo o País estão proibidas desde o dia 15, por decreto do governo federal. No entorno do vice-presidente Hamilton Mourão, havia expectativa de um dado positivo para já. Não foi desta vez.

Fogo. O número de focos ativos de incêndios na Amazônia, segundo os dados do Inpe: 6.091 até 30 de julho, ante 5.318 no mesmo mês do ano passado.

Ciência. “Decreto para evitar queimadas tem o mesmo efeito da cloroquina pra curar covid-19. Zero. No caso da Amazônia, o ‘médico’ não está nem um pouco preocupado com o paciente, a floresta”, disse à Coluna Carlos Rittl, pesquisador sênior visitante do Instituto de Estudos Avançados em Sustentabilidade de Potsdam, Alemanha.

Disparou. No Pantanal, o número de focos de calor saltou de 494 em julho do ano passado para 1.669 neste ano (237%). Segundo especialistas, o primeiro semestre foi bem mais seco do que a média em anos anteriores. Mas há também casos de queimadas para pastagens, o que ajuda a queimar o filme do Brasil.

Corra, Davi. Senadores favoráveis à aprovação do Fundeb pressionam Davi Alcolumbre para que ele paute na próxima semana a votação da proposta. Eles temem que o governo queira ganhar tempo para se afastar do vexame na votação na Câmara e poder faturar politicamente com a aprovação do texto.

Assim, não. Nas redes sociais, o vereador Toninho Vespoli (PSOL) partiu para cima do secretário de Educação da capital paulista, Bruno Caetano: “A gente fica muito triste em ver (sic) um secretário desse nível na cadeira que já foi ocupada por Paulo Freire”.

Assim, sim. Caetano, fã do educador, respondeu: “Fico triste ao ver o professor Toninho Vespoli escrever ‘em ver…'”.

SINAIS PARTICULARES.
Bruno Caetano, secretário de Educação de São Paulo

Kleber Sales

Memória viva. A nova embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, contou ter trazido em sua bagagem o livro Dicionário dos apaixonados pelo Brasil, de Gilles Lapouge, que classificou como “esclarecedor”. Jornalista do Estadão desde 1951, Lapouge morreu anteontem aos 96 anos.

Mulheres. A Rede Sustentabilidade ainda não definiu quem disputará pelo partido a Prefeitura de São Paulo neste ano. A escolha, porém, segundo o diretório municipal paulistano, recairá sobre uma mulher, com perfil jovem e progressista.

Nomes. No momento, as mais cotadas são a deputada estadual Marina Helou, a codeputada estadual pela Bancada Ativista, Raquel Marques, a presidente do diretório paulistano do partido, Duda Alcantara, e a ex-secretária adjunta de Desenvolvimento Social Marina Bragante.

CLICK. O ex-ministro da Saúde Nelson Teich fez vídeo no Instagram para explicar o uso da dexametasona. O corticoide é utilizado no tratamento do coronavírus.

Reprodução/instagram

Deixa pra lá. Depois de a polícia de SP realizar uma operação contra empresários ligados ao MBL, ocorre a primeira “baixa” eleitoral no grupo: o coordenador Renato Battista desistiu de concorrer a vereador.

BOMBOU NAS REDES!

Foto: Gabriela Bilo/Estadão

Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente: “Invertendo o dito popular, agora o governo será obrigado a se alimentar no prato em que cuspiu”, sobre possível parceria do governo com ONGs no Fundo Amazônia, como mostrou a Coluna.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU PEDRO VENCESLAU.

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