CPI de Brumadinho propõe plebiscito sobre reestatização da Vale

CPI de Brumadinho propõe plebiscito sobre reestatização da Vale

Coluna do Estadão

29 de outubro de 2019 | 05h00

Tragédia de Brumadinho (MG). FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Comandada pela esquerda na Câmara dos Deputados, a CPI de Brumadinho vai propor a realização de um plebiscito sobre a reestatização da Vale. “A população tem o direito de decidir se o lucro deve ou não ser revertido para a sociedade”, afirma o presidente da comissão, Júlio Delgado (PSB-MG). Em seu relatório, Rogério Correia (PT-MG) diz ser necessário questionar os benefícios desse tipo de mineração, finita, que não compartilha lucros com os municípios e deixa as populações expostas a tragédias ambientais como as de Brumadinho.

O caminho. A recomendação do relatório da CPI, que tem 595 páginas e deve ser lido nesta terça (29), é dar prosseguimento ao Projeto de Decreto Legislativo 522/2019: autorização para a realização do plebiscito.

Para lembrar. A tragédia de Brumadinho ocorreu em 25 de janeiro deste ano, quando uma barragem da Vale se rompeu na cidade mineira. Até ontem, 251 corpos haviam sido encontrados e a 19 pessoas continuavam desaparecidas.

Exemplo. Há expectativa da abertura de processo contra a Tüv Sud (empresa que deu o parecer atestando a estabilidade da barragem) na Alemanha. Uma comitiva de parlamentares e familiares entregou semana passada uma denúncia ao parlamento alemão.

Com a palavra. Em nota, a Vale diz considerar fundamental uma conclusão pericial, técnica e científica sobre as causas do rompimento antes de serem apontadas responsabilidades. “A Vale e seus empregados permanecerão colaborando ativamente com as autoridades competentes.”

CLICK. Henrique Meirelles, secretário da Fazenda de SP, debateu ontem reforma tributária no Brasil de Ideias, ao lado da organizadora do evento Karim Miskulin.

Coluna do Estadão

Deixe comigo. Pré-candidatos à prefeitura de Recife, João Campos (PSB) e Túlio Gadêlha (PDT) arregaçaram as mangas para ajudar na limpeza do óleo nas praias de Pernambuco. Para seus aliados, gestos de solidariedade. Para os adversários, janelas de visibilidade.

SINAIS PARTICULARES.
João Campos e Túlio Gadêlha, deputados federais de Pernambuco (PSB e PDT, respectivamente)

Kleber Sales

Só espuma. O entorno de Bolsonaro aposta que o depoimento de Alexandre Frota (PSDB-SP) hoje à CPI mista das Fake News fará muito barulho, mas com pouca concretude. O deputado não teria como provar qualquer ligação da família com as tais milícias digitais

Pressão das redes. O grupo Muda Senado iniciou no domingo um abaixo assinado para pedir que a presidente da CCJ, Simone Tebet, e o presidente Davi Alcolumbre pautem a PEC da prisão após 2.ª instância. Na noite de ontem tinham reunido 380 mil assinaturas.

Free. Pela primeira vez, o PSOL liberou os diretórios municipais para dialogar sobre 2022 com outra siglas. A única regra é: tem que fazer oposição a Jair Bolsonaro, como PT, PSB, PDT, etc.

PRONTO, FALEI!

NAJARA ARAUJO/CAMARA DOS DEPUTADOS

João Roma, deputado federal (PRB-BA):“Espanta o silêncio da comunidade internacional sobre o óleo nas praias do Nordeste. Cadê a França? Cadê o G7? Só se manifestam sobre a Amazônia?”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, JULIANA BRAGA E MARIANNA HOLANDA

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