Apesar de verem alento, governadores mantêm negociações paralelas por vacinas

Apesar de verem alento, governadores mantêm negociações paralelas por vacinas

Coluna do Estadão

17 de dezembro de 2020 | 05h00

Reprodução/Ministério da Saúde

Apesar de o Ministério da Saúde ter apresentado com um pouco mais de detalhes o Plano Nacional de Imunização (PNI), governadores continuarão as conversas com os fabricantes de vacinas. O clima ainda é de desconfiança. Minas Gerais, por exemplo, vai entrar em contato com a Pfizer. Os Estados que já tinham assinado ou estavam a ponto de assinar o memorando com o Instituto Butantã não recuaram das tratativas. “Até porque é obrigação do governador ir atrás de qualquer vacina certificada para a população”, diz Camilo Santana (PT-CE).

Ufa! Santana se mostra aliviado ao menos com um ponto: “O ministro garantiu que a vacinação começará em todos os Estados de forma proporcional”.

Olha só. “Se for necessário adquirir de um terceiro, o que eu acho pouco provável porque devemos receber vacinas suficientes do ministério, temos isso como alternativa sim”, diz Romeu Zema (Novo-MG).

Na prática, cadê? Para a governadora Fátima Bezerra (PT-RN) foi “muito importante” o governo ter anunciado o plano. “Contudo, é imperioso avançar no cumprimento do calendário que foi anunciado”, disse.

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CLICK. O mascote da vacinação contra a covid-19 será o famoso Zé Gotinha. Desta vez, ele estará de máscara. No Planalto ontem, o personagem foi até “tietado”.

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Opa. A decisão do MDB no Senado de ter um nome próprio ao comando da Casa foi antecipada para frear o ímpeto de Davi Alcolumbre (DEM-AP) na viabilização de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) à sua sucessão. A legenda previa tomar a decisão apenas em janeiro.

Listas. Agora, o MDB disputará uma espécie de prévias internas. Quem conseguir amealhar o maior número de votos na Casa deverá ser o escolhido. Segundo emedebistas, foi fechado um acordo para que não haja disputa interna baseada em outros critérios.

Vamos… No Senado, onde Davi Alcolumbre (DEM-AP) já indicou que não convocará sessões em janeiro, cresceu o movimento para que haja votações pelo menos no fim do mês.

…trabalhar? O argumento é de que a maioria dos senadores já terá de participar da votação na eleição para a presidência da Casa, que acontece no início de fevereiro.

Confissão. “Antes de ler o clipping (diário de notícias), eu rezo”, disse o procurador-geral da República, Augusto Aras, ao final de um café com jornalistas.

Ilustração: Kleber Sales

 

PRONTO, FALEI! 

Ivan Valente, deputado federal (PSOL-SP): “A lambança de Eduardo Pazuello com as datas da vacinação é estarrecedora. Chegamos a 7 milhões de casos e não tem motivo pra ansiedade?”

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. COLABOROU RAFAEL MORAES MOURA.

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