Acre pede ajuda federal para garantir segurança de vacinação

Acre pede ajuda federal para garantir segurança de vacinação

Coluna do Estadão

14 de janeiro de 2021 | 05h00

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Margeado pela fronteira com o Peru e a Bolívia, o Acre teme ações de grupos do narcotráfico interessados na vacina contra o coronavírus. O governador Gladson Cameli (PP) pediu ao Ministério da Saúde reforço federal na segurança dos imunizantes. A Eduardo Pazuello, Cameli lembrou das grandes distâncias entre municípios do Estado e da dificuldade de logística para levar a vacina até comunidades indígenas. Durante o encontro, o ministro acionou a Defesa. De acordo com o governador, a PF também já foi avisada sobre a questão.

Todos. As justificadas aflições do governador do Acre, compartilhadas por outros Estados do País, dão ideia das dificuldades de logística e de segurança para a vacinação rápida e em massa dos brasileiros.

Cobertura. “Temos uma extensão grande de fronteiras e, por isso, tenho alertado o Ministério da Justiça desde a época do Sérgio Moro (ex-ministro) de que é necessário ter reforço na segurança da região. Preciso do apoio federal”, afirmou Cameli à Coluna.

Traçado. Apesar de ainda não ter recebido uma resposta concreta por parte do Executivo central, o governador contou que órgãos federais estão ajudando o Estado na elaboração de um plano de segurança.

Largada. Cameli planeja iniciar a vacinação no Acre na semana que vem, mas depende do envio das vacinas pelo Ministério da Saúde. De acordo com ele, a ideia é aplicar de 40 mil a 60 mil doses até a primeira quinzena de fevereiro.

Será? A expectativa de que a vacinação comece no próximo dia 19, como quer o Ministério da Saúde, não animou tanto os governadores. Alegam que ainda faltam esclarecimentos sobre uma série de questões, principalmente em relação à logística. Ainda assim, o início da imunização é visto como uma boa notícia.

A ver. Na conversa com o grupo Diálogo pelo Brasil, intermediada pela Fiesp, Eduardo Pazuello se desdobrou para tentar acalmar o grupo empresarial: reiterou que o planejamento para a vacinação em todo o País está pronto e que ela começará assim que a Anvisa liberar os imunizantes.

CLICK. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) com o embaixador da Rússia (à esq.), Sergey Akopov: conversa sobre a produção da vacina Sputnik V no Brasil.

Reprodução/Instagram

Deu medinho? Parlamentares bolsonaristas defenderam em suas redes Donald Trump, alvo de mais um impeachment nos EUA.

Na… Confirmada como candidata do MDB ao comando do Senado, Simone Tebet (MDB-MS) aposta na dissidência de partidos que já confirmaram apoio ao seu adversário Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para angariar votos. Esperidião Amin (SC), do PP, é um dos que têm dito que deverá votar na senadora.

…corrida. Em termos de partidos, o Cidadania deve anunciar apoio nesta semana. Simone também conversará com Major Olímpio (SP), do PSL: o partido ainda não fechou posição na disputa do Senado.

De olho. A estratégia da senadora é vista como uma forma de se blindar contra possíveis traições dentro do seu MDB, embora, no anúncio de sua candidatura, a unidade da bancada tenha sido mencionada.

“Pela honra”. Simone tem sido chamada por apoiadores de “She-ra do Pantanal”, em alusão à personagem de animação “She-Ra: A Princesa do Poder”.

SINAIS PARTICULARES.
Simone Tebet, senadora (MDB-MS)

Ilustração: Kleber Sales

 

PRONTO, FALEI! 

Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Paula Belmonte, deputada federal (Cidadania-DF): “Não podemos mais permitir esse tipo de atitude. O assédio é inaceitável nas ruas, nos parlamentos, em qualquer lugar”, sobre a decisão do Conselho de Ética do Cidadania, que recomendou a expulsão do deputado estadual Fernando Cury (SP), flagrado em imagens apalpando uma parlamentar.

COM REPORTAGEM DE ALBERTO BOMBIG, MARIANA HAUBERT E MARIANNA HOLANDA. 

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