Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Roberto Freire deixa o governo

Ministro do PPS, que estava à frente da Cultura, entregou cargo após denúncias contra Temer

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 16h54
Atualizado 18 Maio 2017 | 19h46

Correções: 18/05/2017 | 17h31

BRASÍLIA - O ministro da Cultura, Roberto Freire, entregou o cargo nesta quinta-feira, 18, após denúncias de que o presidente Michel Temer deu aval para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Informação anterior do líder do PPS na Câmara, deputado Arnaldo Jordy (PA), era de que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, também entregara o cargo, mas sua assessoria enviou "nota à imprensa" no meio desta tarde para dizer que ele permanece na pasta. Freire é deputado licenciado pelo PPS. 

Pela manhã, o Broadcast Político já havia adiantado que ministros do PPS deveriam entregar os cargos. A avaliação no partido é de que a situação do governo Temer é insustentável. A bancada do partido na Câmara, composta por nove deputados, defende a renúncia do presidente da República.

Freire afirmou em sua carta de demissão que decidiu deixar o cargo em razão das denúncias que atingiram o presidente, alvo de gravação feita pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS. 

"Tendo em vista os últimos acontecimentos e a instabilidade política gerada pelos fatos que envolvem diretamente a Presidência da República, eu, Roberto João Pereira Freire, decido, em caráter irrevogável, renunciar ao cargo de ministro de Estado da Cultura", escreveu Freire na carta, que foi entregue nesta quinta-feira ao presidente Michel Temer. 

Após seis meses no cargo, o ex-ministro disse que retomará seu mandato de deputado federal na Câmara, "para ajudar o País a buscar um mínimo de estabilidade política que nos permita avançar em reformas fundamentais para o desenvolvimento da economia, geração de emprego e renda e garantia dos direitos fundamentais para toda a população". 

Correções
18/05/2017 | 17h31

Texto anterior dizia que o ministro Raul Jungmann, da Defesa, também entregou o cargo. Sua assessoria enviou nota em que diz: "Face às notícias divulgadas pela imprensa, o Ministro de Estado da Defesa, Raul Jungmann, comunica que permanece no cargo, no pleno exercício da direção superior das Forças Armadas, em cumprimento das funções para as quais foi nomeado pelo Senhor Presidente da República".

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