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Procuradoria aponta 'despesas completamente incompatíveis' de Cunha

- Atualizado: 04 Março 2016 | 21h 16

Faturas de cartões de crédito do deputado sustentam indícios de que presidente da Câmara se beneficiava de dinheiro proveniente do esquema de corrupção da Petrobrás, diz Ministério Público

A Procuradoria-Geral da República sustenta que um dos indícios de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se beneficiava de dinheiro proveniente do esquema de corrupção da Petrobrás são as faturas dos cartões de crédito do deputado, com “despesas completamente incompatíveis” com a renda declarada por ele.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

A denúncia sustenta que, apenas entre 5 de agosto de 2014 e 2 de fevereiro de 2015, a fatura do Corner Card, vinculado às contas na Suíça, apresentaram um gasto de US$ 156.275, 49, o equivalente a R$ 626.664,71. Os cartões eram usados por Cunha, sua mulher Cláudia Cruz e a filha do casal, Danielle.

Os gastos extravagantes, porém, começaram bem antes. Um dos exemplos apontados pela PGR é uma viagem de fim de ano que Cunha fez em 2012. Em apenas nove dias em Miami, o deputado gastou US$ 42.258, 00 – equivalente a cerca de R$ 169.545,58 – em restaurantes, lojas de grife e hospedagem.  A PGR destaca que, na época, Cunha declarou que ganhava um salário de R$ 17.794,76 por mês.

A lista de gastos em estabelecimentos de moda chama atenção: US$ 3.803,85 na Salvatore Ferragamo (sapatos), US$ 3.531,13 na Ermenegildo Zegna (roupa masculina), US$ 2.327,25 na Saks Fifth Avenue (loja multimarca) e US$ 1.595,30 na Giorgio Armani (moda feminina e masculina).

A peça também mostra que o peemedebista tem preferência por se hospedar em hotéis de luxo pelo mundo. Em Dubai, ele e a mulher escolherem o famoso Burj Al Arab, considerado um dos únicos hotéis sete estrelas do mundo. O total pago, em abril de 2014, foi US$ 5.927,23.

Outra conta salgada é de uma viagem que o parlamentar fez a Paris, em fevereiro de 2015, depois de assumir a presidência da Câmara. Lá ele gastou US$ 15.880,26 para se hospedar no hotel Plaza Athénée.

A procuradoria também faz uma relação dos gastos da mulher Cláudia e destaca que ela se declara como “dona de casa” nos documentos das contas na Suíça. Chanel, Prada e Louis Vuitton são marcas que aparecem com frequência no extrato do cartão dela. A filha do peemedebista, por sua vez, não abre mão de sapatos Christian Louboutin, famosos por seus solados vermelhos. 

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