Wilton Junior|Estadão
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Não há movimento contra a Lava Jato, afirma Temer

Questionado antes de confirmada a saída de Fernando Segovia do comando da Polícia Federal, presidente disse que operação 'vem sendo tranquilamente levada adiante'

Carla Araújo e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2018 | 05h00

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer afirmou nesta terça-feira, 27, durante a posse do ministro Raul Jungmann no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que a transferência da Polícia Federal para a nova pasta não vai interferir nas ações da Operação Lava Jato.

Questionado durante o evento, antes de confirmada a saída do diretor-geral, Fernando Segovia, do comando da corporação, Temer disse que a operação “vem sendo tranquilamente levada adiante”. “Não há um movimento sequer com vistas à interrupção (da operação)”, afirmou o presidente.

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A escolha de Segovia para o cargo foi cercada de desconfianças por sua indicação ter partido de nomes do MDB. O agora ex-diretor-geral da PF foi superintendente da corporação no Maranhão durante o governo de Roseana Sarney, filha do ex-presidente da República, ex-senador e um dos principais caciques do partido José Sarney.

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Segurança. Ao exaltar a criação do ministério – que será o 29.º do seu governo – o presidente disse que a ideia nasceu “da constatação de que o crime só se fortalece com a fragmentação dos esforços do poder público”. Além da PF, a nova pasta ficará responsável pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

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A divisão esvazia as funções do Ministério da Justiça, que ficará com órgãos como a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Arquivo Nacional.

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