AFP Photo|Evaristo Sa
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Ministro da Justiça admite troca no comando da Polícia Federal

Torquato Jardim cita apenas um dos três nomes cogitados, Rogério Galloro, número dois na instituição; é a primeira vez que o governo fala abertamente na troca do comando da PF, que está com Daiello há seis anos e meio

Marianna Holanda e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2017 | 13h15

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou nesta quinta-feira, 7, que há três nomes para substituir o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Daiello. Em entrevista à rádio CBN, Torquato citou apenas um deles: o delegado Rogério Galloro, diretor executivo da PF.

“São três nomes, não posso divulgar. Um deles obviamente é o delegado Galloro, que é o diretor executivo, tem viajado bastante comigo, que tem ajudado muito na concepção desse plano. Ele e Daiello são os dois mais próximos e mais importantes com os quais eu trabalho na Polícia Federal”, afirmou o ministro.

Após o desfile de 7 de setembro em Brasília, Torquato confirmou que já está com a lista de três indicados para substituir Daiello. “(Galloro) é um dos três. A lista é reservada”, disse rapidamente. Ao ser questionado se a troca já estava definida respondeu “eu não sei de nada disso”.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, negou ter conhecimento sobre definição da troca da Polícia Federal, disse que esse assunto é da pasta da Justiça e salientou que a decisão é do presidente Michel Temer.

Mudanças. De acordo com a pasta, a mudança do diretor-geral da PF viria junto com um plano para tornar a instituição mais moderna e com mais presença no exterior. O primeiro passo será adotar, nas próximas semanas, um único sistema de comunicação para todas as polícias do País. O plano também contará com mudanças nas estratégias da Polícia Federal e a compra de novos equipamentos.

Daiello já deixou claro para o governo sua intenção de se aposentar, após seis anos e meio comandando a PF. Mas esta é a primeira vez que se fala abertamente sobre o tema. A substituição de Daiello é complicada, já que ele comandou a instituição por toda a Lava Jato e qualquer movimentação pode ser vista como uma forma de abafar a operação.

Na semana passada, conforme mostrou a Coluna do Estadão, a mudança começou a se concretizar em um almoço entre Torquato, Daiello e Galloro, em um restaurante em Brasília.

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