Exclusivo. Almoço começa a definir troca de comando na PF

Exclusivo. Almoço começa a definir troca de comando na PF

Luiza Pollo

01 Setembro 2017 | 05h30

A troca de comando da PF começou a se definir ontem na mesa de um restaurante de Brasília. No almoço estavam o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, e o delegado Rogério Galloro, mais cotado para assumir a vaga. Daiello já avisou ao governo que deseja se aposentar, mas sua substituição é difícil porque ele é o fiador da Lava Jato na PF. A troca é discutida com cautela justamente para afastar suspeitas de que ele está sendo apeado para evitar que as investigações avancem ainda mais sobre o governo.

CLICK. O almoço foi em clima descontraído, bem diferente de quando o ministro (à esq.) chegou ao cargo. Torquato é o 7º chefe de Daiello (à dir), na PF desde 2011.

 

FOTO: COLUNA DO ESTADÃO

Saia-justa. A oferta da candidatura pelo PMDB ao governo de Pernambuco para o senador Fernando Bezerra (PSB) causou mal-estar nos partidos de oposição ao governador Paulo Câmara (PSB).

Na janela? Uma frente de oposição, que inclui o PMDB, está sendo construída no Estado. E membros desse grupo lembram que Bezerra era aliado de Câmara até há pouco tempo para postular a cabeça da chapa.

Mais uma vez. Com nova denúncia vindo, aliados palacianos de Michel Temer voltaram a desconfiar que Rodrigo Maia possa trabalhar para que ela seja aceita, abrindo chances para que se torne presidente. Maia está irritadíssimo com essa desconfiança.

Não desistem nunca. Longe dos holofotes, o PSDB faz uma nova investida para tirar Tasso Jereissati da presidência do partido antes que uma segunda denúncia contra Michel Temer chegue à Câmara.

Para evitar a saída. Uma ala da alta cúpula do PSDB teme que Tasso Jereissati se rebele novamente instigando tucanos a deixar o governo caso Michel Temer seja denunciado de novo por Rodrigo Janot.

Surpresa! A diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) foi surpreendida ontem ao saber que havia alugado o auditório da sua sede para evento que teria como estrela a ex-presidente Dilma Rousseff e com o tema “um ano do golpe”.

Pedalada. O presidente da ABI, Domingos Meirelles, disse à Coluna que os contratantes do evento não informaram à instituição do que se tratava. “Deveriam ter nos avisado. Em nenhum momento se identificaram”, conta.

É cash. O aluguel do auditório foi pago em dinheiro vivo pelo deputado Wadih Damous (PT-RJ), que desembolsou R$ 4 mil. “Não lembro como paguei e o fiz porque é um ato do meu mandato”, explicou.

Sem badalar. André Fufuca, que completou 28 anos no domingo, recebeu conselhos de aliados próximos para evitar baladas em Brasília enquanto está na presidência da Câmara. Querem que ele fique mais contido.

Ele vive. Nos corredores da Receita Federal, o Refis ganhou um apelido: Elvis. Porque nunca morre. Quando uma renegociação de dívidas está terminando, logo vem outra.

Praga. As sucessivas reedições do Refis viraram um problema sério para a arrecadação federal. As empresas deixam de pagar impostos, contando com outra renegociação camarada mais à frente.

Clima quente. Dyogo Oliveira se atrasará para a agenda com o presidente Temer na reunião dos BRICS. O voo do ministro do Planejamento saiu de Dallas rumo à China, mas teve de voltar por um problema no ar condicionado do avião.

Prece. O ministro Edson Fachin, do STF, recebeu um bilhete na missa dia desses. Uma senhora rasgou o folheto e escreveu mensagem de apoio ao seu trabalho e à Lava Jato. A abordagem em local inusitado não é a primeira. Um atendente da farmácia, que disse ser estudante de direito, já lhe pediu para explicar melhor um voto que havia dado. Professor da UFPR, o ministro o atendeu prontamente.

Sinais Particulares: ministro Edson Fachin, por Kleber Sales

Pronto, Falei! 

“Hoje é dia de saudar a mandioca! Um ano de impeachment da ‘presidenta’ e o Brasil não virou uma Venezuela”, do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma tributária, sobre um ano da queda de Dilma Rousseff.

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