Gabriela Biló|Estadão
Gabriela Biló|Estadão

Manifestantes fazem ato pró-Lula em São Paulo

Após TRF-4 manter condenação do ex-presidente, militantes de movimentos sindicais e populares se reuniram na Praça da República, onde Lula falou aos presentes;ato seguiu para a Avenida Paulista

Eduardo Laguna e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2018 | 19h13

Um grande número de militantes de movimentos sindicais e populares se reuniu na tarde desta quarta-feira, 24, na Praça da República, no centro de São Paulo, e, no fim da noite, seguiu para a Avenida Paulista, para participar de um ato em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve negado pelo Tribunal Regional Federal (TRF) de Porto Alegre um recurso contra a condenação no caso do triplex . Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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Os apoiadores de Lula se concentraram em frente ao palco onde o ex-presidente era aguardado para um discurso.  O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo, Douglas Izzo, anunciou mais de 10 mil pessoas presentes.  Já a Polícia Militar,  não informou o número de presentes. 

Muitos carregavam bandeiras de movimentos populares e de centrais sindicais, principalmente a CUT, além do PT e do PCdoB. Muitas faixas trazem escrito o mote do ato: "eleição sem Lula é fraude". Ainda antes de o julgamento terminar, algumas das lideranças que estão discursando no ato já falavam como se Lula estivesse condenado.

"Hoje não é o fim, é o começo de uma luta que vai levar o Lula a Presidência", afirmou Paulo Fiorilo, presidente do diretório municipal do PT. "Não adianta condenação o Lula vai ser candidato dos trabalhadores. a justiça não vai tirar o Lula da parada", afirmou Izzo.

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No início da noite, o ex-presidente chegou ao local, onde deu as primieras declarações após a decisão do TRF-4. 

Em discurso proferido antes de Lula chegar, o ex-ministro Celso Amorim disse que a condenação não foi totalmente inesperada, mas foi triste. "Isso não é só um direito humano do presidente Lula que está em jogo, é o direito do povo de escolher seu presidente.

Por volta das 21h, os participantes começaram a deixar a praça em direção à Avenida da Paulista, onde chegaram por volta das 22h. Os manifestantes ocupam os dois sentidos da Paulista, entre a Rua da Consolação e o Masp.

A marcha em direção à Avenida seguiu pela rua da Consolação. A Polícia Militar usou motos e viaturas para obstruir a via a veículos e permitir a passagem dos manifestantes. O ex-senador Eduardo Suplicy está entre as lideranças petistas que acompanham a marcha. A caminhada transcorreu pacificamente.  

O ato terminou perto das 22h30, quando os dois sentidos foram liberados ao veículos. 

Polícia

A Polícia Militar tem 200 homens na Praça da República. O trajeto permitido pela PM após a manifestação será  venidas Ipiranga e São Luís, Rua Consolação e Avenida Paulista.

O tenente Crúvel, da PM, disse que não permitirá a chegada do grupo ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) para evitar confrontos com os Movimentos Brasil Livre, Vem pra Rua e Revoltados Online.

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