Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Grupos de Maia e Meirelles veem anúncio de desistência de Huck com ceticismo

Possíveis concorrentes acreditam que o apresentador pode mudar de decisão mais uma vez

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2018 | 21h46

BRASÍLIA - O anúncio do apresentador Luciano Huck de que desistiu de concorrer à Presidência da República foi visto, inicialmente, com ceticismo pelos grupos do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), que trabalham para se viabilizarem como principal nome de centro na disputa presidencial deste ano.

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A avaliação é de que o apresentador pode mudar de ideia e entrar na corrida eleitoral. Caso Huck mantenha, de fato, a decisão de não disputar o Planalto, interlocutores de Maia consideram que a ausência do apresentador no pleito reforçará a incerteza no centro, que, em tese, seria o campo político de Huck em uma eventual candidatura. Essa incerteza anima os demais pré-candidatos a intensificarem articulações.

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No DEM, até então, a avaliação era de que uma candidatura de Huck poderia enfraquecer o nome de Maia para o Planalto. Integrantes da cúpula do partido chegaram, inclusive, a se reunir com o apresentador nas últimas semanas, no Rio. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, no entanto, a conversa foi “inconclusiva” e Huck não chegou a dar uma resposta definitiva sobre se seria ou não candidato.

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Ainda segundo integrantes do grupo do presidente da Câmara, os pré-candidatos do centro precisam, a partir de agora, trabalhar para fazer frente ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). A candidatura do tucano ao Planalto é vista hoje como a mais consistente desse campo político. Sem Huck e outros candidatos competitivos, a avaliação é de que o governador tucano tende a se consolidar “por exclusão”.

Apoio. O líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MT), disse que o partido vai buscar o apoio de Huck como cabo eleitoral. Para Leitão, o apresentador representa a renovação e já tem afinidade com o pensamento de centro-direita. “Ele sempre teve simpatia pelo PSDB. Teria uma chance enorme de ele dar esse apoio. Agora nós precisamos é conquistá-lo.”

O líder do MDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), afirmou que tinha simpatia por uma candidatura de Huck. “Política se faz com participação. Não adianta ficar só reclamando sobre o que está aí. Sempre achei louvável sua presença”, disse o deputado. / COLABOROU DAIENE CARDOSO

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