Sebastião Moreira/EFE
Sebastião Moreira/EFE

Gleisi diz esperar que Rosa Weber mude voto sobre prisão em 2ª instância

Na quarta-feira, ministro Marco Aurélio Mello deve levar pedido de liminar que pode beneficiar Lula ao plenário do STF

Circe Bonatelli e Daniel Weterman, enviado especial, O Estado de S.Paulo

08 Abril 2018 | 19h44

CURITIBA - A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), senadora Gleisi Hoffmann, afirmou neste domingo, 8, que espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) "cumpra o seu papel" na quarta-feira, 11. "Espero que (a ministra) Rosa Weber cumpra palavra ao votar mudança sobre 2ª instância", disse durante entrevista coletiva à imprensa nos arredores da sede da Polícia Federal em Curitiba. 

+ AO VIVO: Lula Preso

Na quarta-feira, o ministro Marco Aurélio Mello, da Corte, deve levar ao plenário do STF o pedido de liminar do Partido Ecológico Nacional (PEN) contra a prisão em segunda instância. O requerimento foi feito em uma das duas Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) que discutem a execução antecipada da pena de forma geral. Marco Aurélio já disse que a tendência é não decidir sozinho sobre o pleito, mas apresentar em mesa ao colegiado, o que faria os 11 ministros decidirem, no mesmo dia, sobre a liminar.

+ 'A militância fará Lula presidente novamente', diz Gleisi

+ Manuela d'Ávila diz que prisão de Lula será denunciada como perseguição política na América Latina

+ 'Não vamos descansar enquanto não tirarmos o Lula de lá', diz Boulos

Gleisi disse que os militantes que defendem a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permanecerão acampados na região por prazo indeterminado. "Não vamos sair daqui enquanto Lula não sair", frisou.

A senadora ainda atribuiu a responsabilidade pela permanência da militância no local às decisões do STF e do STJ que culminaram na detenção do ex-presidente. "Sabemos que causamos transtorno, peço desculpas, mas não sairemos daqui sem Lula".

Gleisi cobrou uma sindicância pela ação da Polícia Federal na noite de sábado, quando os militantes foram dispersados com uso de bombas de gás. "Vai ser muito difícil tirar a gente daqui", emendou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.