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Contrariada com o PT, Dilma ameaça não ir à festa de 36 anos do partido

- Atualizado: 25 Fevereiro 2016 | 15h 24

Ministros ainda tentam convencê-la a mudar de ideia

A presidente Dilma Rousseff
A presidente Dilma Rousseff

Brasília - Informada de que a ofensiva do PT contra o ajuste fiscal será ampliada neste fim de semana, a presidente Dilma Rousseff quer cancelar sua participação na festa de 36 anos do partido, marcada para sábado, no Rio. Ministros do PT, porém, ainda tentam convencê-la a mudar de ideia. Nesta quinta-feira, 25, o presidente do diretório estadual do PT no Rio, Washington Quaquá também afirmou que "não faz questão" da presença da presidente no evento.

A versão oficial é que Dilma estará no Chile para um encontro com a presidente Michelle Bachelet e, com a agenda apertada, há risco de não conseguir chegar a tempo do ato político. Na prática, porém, ela está cada vez mais irritada com os ataques do PT ao governo e já sabe que o partido subirá o tom das cobranças na reunião do Diretório Nacional, marcada para esta sexta-feira.

A relação entre Dilma e o PT vai de mal a pior. Apesar do convite da cúpula petista, ela não quis gravar nenhum depoimento para o programa de TV do partido, que foi ao ar na terça-feira e provocou panelaços em todo o País. Ministros do núcleo político conversaram ontem, dia 24, com Dilma e argumentaram sobre a importância de ela comparecer à comemoração do PT, no sábado, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Alvo de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, Lula será, mais uma vez, defendido pelo PT. Dilma, porém, não vai ser poupada por seu partido.

Nesta sexta-feira, o Diretório Nacional petista aprovará uma resolução política em tom bem mais crítico ao governo, tentando demarcar as diferenças entre o que a legenda defende para retomar o crescimento e o que vem sendo feito.

Em todas as correntes do PT há inconformismo com os rumos da política econômica e com propostas sugeridas pelo governo para cortar gastos e enfrentar a crise, como a suspensão do aumento real do salário mínimo e a reforma da Previdência. No Palácio do Planalto, o comentário é que Dilma pensa no longo prazo, mas o partido só quer saber do "aqui e agora" porque está preocupado com a possibilidade de derrotas nas eleições municipais deste ano.

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