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André Dusek/Estadão

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Cármen Lúcia diz que quer voltar a dar aula

Presidente do STF é professora licenciada da PUC-MG, onde deu palestra na manhã desta segunda-feira

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Leonardo Augusto, especial para o Estado ,
O Estado de S.Paulo

20 Março 2017 | 11h59

Correções: 20/03/2017 | 14h18

Belo Horizonte - A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, afirmou nesta segunda-feira, 20, que pretende combinar a função de presidente do STF com o magistério. A ministra disse que  quer voltar a dar aula no princípio de 2018 na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC), em Belo Horizonte. Carmen Lúcia é professora licenciada da instituição, lotada na Faculdade Mineira de Direito (FMD). "A combinação é que seria no final da presidência, quando voltasse para a bancada. Eu acho que pode ser no início do ano que vem", disse. Questionada se seria possível acumular os dois trabalhos, Cármen Lúcia afirmou que sim, dando exemplo do ex-ministro Teori Zavascki, que foi professor na USP enquanto integrante do tribunal. "Estou com saudades dos meus meninos", disse, se referindo a alunos.

A presidente deu palestra em aula inauguração da faculdade, nesta segunda-feira, 20. Na chegada à escola, passou por protesto contra o STF e foi chamada por uma manifestante de golpista. A ministra avaliou como normal o protesto. "É da democracia. Se não fosse aqui, seria na sala de aula", afirmou. Confirmado o desejo de se aposentar, a ministra não completaria os dois anos de mandato previstos para o cargo. A ministra assumiu o posto em setembro de 2016.

Cármen Lúcia tomou posse como presidente do Supremo em setembro do ano passado para mandato de dois anos. Mineira, ela foi indicada ao tribunal em 2006 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra foi advogada e procuradora do Estado de Minas Gerais. Ela é a segunda presidente mulher do Supremo. A primeira a assumir o posto foi a ministra Ellen Gracie, também a primeira mulher a integrar a Corte.

Correções
20/03/2017 | 14h18

Este texto afirmava anteriormente que a ministra Cármen Lúcia anunciou que iria se aposentar do Supremo Tribunal Federal, mas foi alterado com a afirmação de que ela anunciou que vai renunciar à presidência do tribunal.  Nenhuma das duas afirmações é correta, ou seja, de que ela se aposentaria ou renunciaria. O correto é que ela pretende combinar a função de presidente do STF com o magistério.

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