Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin não vê problema em fazer campanha para 2 candidatos em SP

Pré-candidato do PSDB à Presidência afirmou que candidatura de Doria 'não atrapalha' e que Estado está em 'ótimas mãos' com França

Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

20 Março 2018 | 19h18

BRASÍLIA - O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin (SP), minimizou nesta terça-feira a possibilidade de fazer campanha para dois candidatos ao governo de São Paulo ao mesmo tempo. Isso porque tanto o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), como o vice-governador do Estado, Márcio França (PSB-SP), pretendem disputar o cargo.

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"Qual o problema?", rebateu ao ser questionado se iria viajar em campanha com os dois candidatos pelo interior de São Paulo. "Teremos vários candidatos (no estado de São Paulo). A candidatura de Doria em São Paulo não atrapalha em nada. O estado de São Paulo está em ótimas mãos com Márcio França. Ficarei muito honrado com apoio dele (Márcio França)", disse.

Alckmin também falou sobre a possibilidade do presidente Michel Temer decidir ser candidato à reeleição, o que os colocaria em rota de colisão. "É legítimo (a candidatura de Temer). O MDB é um partido importante. O fato de termos muitas candidaturas é resultado do quadro multipartidário. O tempo irá afunilando as candidaturas à Presidência", respondeu.

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O governador de São Paulo também foi questionado sobre o estágio das alianças tucanas em outros estados, o que lhe ajudará a viabilizar palanques estaduais para viajar o Brasil. "As candidaturas estaduais do PSDB não estão fechadas e não teremos candidaturas em todos os estados. Onde não tivermos candidaturas próprias, vamos fechar alianças. A partir do dia 7 de abril, pretendo percorrer o Brasil do Monte Roraima ao Chuí", disse.

Alckmin falou à imprensa em coletiva, na sede do PSDB, em Brasília, após reunião da Executiva Nacional do partido. A direção da legenda decidiu hoje referendar, oficialmente, a pré-candidatura dele à Presidência. Isso porque o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, desistiu das prévias partidárias após desentendimento interno.

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