Segovia não vê indício de crime em inquérito que investiga Temer

Segovia não vê indício de crime em inquérito que investiga Temer

Diretor-geral afirma à Reuters que Polícia Federal não encontrou provas de irregularidades envolvendo o presidente

Brasília

09 Fevereiro 2018 | 23h56

O diretor-geral da PF, Fernando Segovia. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADÃO

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou em entrevista à Reuters que as investigações não encontraram provas de irregularidades envolvendo o presidente Michel Temer no chamado Decreto dos Portos. Ele sugere que a tendência da corporação é recomendar o arquivamento do inquérito.

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“No final a gente pode até concluir que não houve crime. Porque ali, em tese, o que a gente tem visto, nos depoimentos as pessoas têm reiteradamente confirmado que não houve nenhum tipo de corrupção, não há indícios de qualquer tipo de recurso ou dinheiro envolvidos. Há muitas conversas e poucas afirmações que levem realmente a que haja um crime”, disse Segovia.


O diretor da PF afirmou ainda que pode abrir investigação interna para apurar a conduta do delegado Cleyber Malta Lopes. O motivo seriam os questionamentos enviados a Temer no caso. Na ocasião, a defesa disse que as perguntas colocavam em dúvida a “honorabilidade e a dignidade pessoal” do presidente.

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Rodrimar. Segundo Segovia, não há indícios de que a Rodrimar tenha sido beneficiada pelo decreto, editado em 2017. A PF apura se a medida que ampliou para 35 anos as concessões do setor favoreceu a empresa. Além de Temer, são investigados o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures, o presidente da Rodrimar, Antônio Grecco, e o diretor da empresa Ricardo Mesquita.

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Esta é a única investigação no Supremo Tribunal Federal ainda aberta contra Temer. No ano passado, a Câmara barrou o andamento de duas denúncias contra o presidente relacionadas à delação do Grupo J&F.

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Segovia foi nomeado por Temer em novembro – a indicação foi atribuída à boa relação dele com emedebistas. Mesmo que a PF conclua que não houve crime, caberá à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidir se aceita a recomendação e pede o arquivamento do caso ao STF.