PF abre inquérito para investigar Skaf, Steinbruch e Palocci

PF abre inquérito para investigar Skaf, Steinbruch e Palocci

Também será alvo do procedimento, no âmbito da Operação Lava Jato, em São Paulo, o empresário Benjamin Steinbruch que, segundo delação de Marcelo Odebrecht, pediu R$ 14 milhões para ex-ministro e mais R$ 2,5 milhões para o presidente da Fiesp

Julia Affonso e Ricardo Brandt

01 Novembro 2017 | 11h10

Paulo Skaf. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, candidato ao Governo de São Paulo em 2010, pelo PSB, e em 2014 pelo PMDB. Também estão na mira da Operação Lava Jato, no Estado, o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda e Casa Civil/Governos Lula e Dilma) e o empresário Benjamin Steinbruch, ex-presidente, à época, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

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O inquérito foi aberto no dia 19 de outubro. A PF investiga supostos crimes de corrupção passiva e ativa.

A apuração corre sob o comando dos delegados Milton Fornazari Jr e Rodrigo de Campos Costa. No dia 20 de outubro, Fornazari requereu à 13.ª Vara Federal, de Curitiba, sob tutela do juiz federal Sérgio Moro a remessa, para a PF, em São Paulo, de documentos ligados à delação da Odebrecht.

Skaf, Palocci e Steinbruch foram citados em delação de executivos da Odebrecht, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O empreiteiro Marcelo Odebrecht declarou que, a pedido de Steinbruch, repassou R$ 14 milhões a Palocci e R$ 2,5 milhões a Skaf.

A transferência estava ligada, segundo o executivo, a um ‘compromisso’ assumido por Steinbruch com o PT e com o presidente da Fiesp – por causa de sua campanha ao Governo de São Paulo.

Os valores foram repassados, segundo a delação, por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o departamento de propinas da empreiteira. As quantias não foram registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral.

Este trecho da delação da Odebrecht foi remetido à Justiça Federal, em São Paulo, porque os fatos supostamente ocorreram na capital paulista. A remoção foi ordenada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo, em 20 de junho.

Na ocasião, à Corte máxima, Skaf alegou que o caso deveria ser remetido à Justiça Eleitoral paulista, pois envolveriam ‘tão somente contribuições eleitorais’. Steinbruch argumentou que os fatos não teriam relação com a Petrobrás, devendo ser remetidos à Justiça Eleitoral de São Paulo ou à Justiça Federal do Estado.

COM A PALAVRA, BENJAMIN STEINBRUCH

A reportagem procurou a CSN. O espaço está aberto.

COM A PALAVRA, ANTONIO PALOCCI

A reportagem procurou a defesa de Palocci. O espaço está aberto.

COM A PALAVRA, PAULO SKAF

Todas as doações recebidas pela campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo estão devidamente registradas na Justiça Eleitoral, que aprovou sua prestação de contas sem qualquer reparo.
A assessoria de Paulo Skaf reitera nunca pediu e nem autorizou ninguém a pedir qualquer contribuição de campanha que não as regularmente declaradas.