Muito prazer, Gleisi Lula

Muito prazer, Gleisi Lula

Presidente nacional do PT pediu formalmente ao presidente do Senado alteração de seu nome nos registros da Casa, inclusive no painel eletrônico do plenário

Luiz Vassallo

12 Abril 2018 | 05h00

Gleisi Helena Hoffmann quer ser Gleisi Lula Hoffmann. Em ofício endereçado ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB/CE), a senadora pelo Paraná e presidente nacional do PT, solicitou a alteração de seu ‘nome parlamentar’ de Gleisi Hoffmann para Gleisi Lula Hoffmann.

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A mudança, de acordo com o pedido da senadora, vale para ‘os registros desta Casa, inclusive no painel do plenário’.
O pedido da senadora foi encaminhado nesta quarta-feira, 11, a Eunício, quatro dias depois da prisão do ex-presidente Lula.

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Condenado a 12 anos e um mês na Operação Lava Jato, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do famoso triplex do Guarujá, Lula entregou-se à PF às 18h40 do sábado, 7.

Sua prisão foi decretada pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, na quinta-feira, 5.

Moro deu prazo de 24 horas para o ex-presidente se entregar ‘voluntariamente’, mas Lula preferiu entrincheirar-se no sindicato, de onde só arredou pé no início da noite do sábado, quando, enfim, ouviu voz de prisão da Polícia Federal.
Agora, ele ocupa uma ‘sala especial’ no último andar do prédio-sede da Polícia Federal em Curitiba, com chuveiro quente e TV.

Gleisi tem sido uma aliada de fé do ex-presidente. Ela o tem visitado na PF frequentemente, liderando manifestações de apoio a Lula.

Ainda no sábado, 7, pela manhã, horas antes de o petista se entregar à Polícia Federal, Gleisi subiu no carro de som estacionado em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, onde ele fez seu último comício.