Líder do PT diz que foi ao ‘Lula Livre’, mas não em dia de sessão na Câmara

Líder do PT diz que foi ao ‘Lula Livre’, mas não em dia de sessão na Câmara

Paulo Pimenta, alvo de ação popular do Movimento NasRuas com outros cinco parlamentares por supostamente fazer uso de verba pública, afirma que foi a Curitiba - onde o ex-presidente cumpre pena no caso triplex -, quando não havia expediente no Plenário da Casa

Luiz Vassallo

16 Abril 2018 | 15h04

Paulo Pimenta (PT-RS) Foto: Agência Câmara

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, afirmou não ter comparecido a Curitiba em ‘nenhum dia de sessão’ na Casa e que ‘são absolutamente ridículas’ ações populares do Movimento Nas Ruas para que parlamentares que foram prestar solidaridade a Lula preso devolvam seus dias/salário.

NasRuas encabeçou em 2016 o impeachment da ex-presidente Dilma. Na semana passada, o movimento levou à Justiça um bloco de ações populares contra seis parlamentares – subscritas pela jornalista Joice Hasselman, pela líder do movimento, Carla Zambelli e pelo advogado Júlio César Martins Casarin – que miram os senadores Lindbergh Faria (PC do B/RJ), Roberto Requião (MDB/PR) e Gleisi Hoffman (PT/PR) e, ainda, os deputados federais Wadih Damous (PT/RJ) e Paulo Pimenta (PT/RS) e a deputada estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela D´Ávila (PC do B).

PR – ACAMPAMENTO-LULA-LIVRE-PF – GERAL – Movimentação no Acampamento Lula Livre, vigília permanente montada por apoiadores do ex-presidente Lula nos arredores da sede da Polícia Federal de Curitiba (PR), nesta quarta-feira (11). 11/04/2018 – Foto: RODRIGO FÉLIX LEAL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/PAGOS

O movimento questiona o suposto uso de verbas públicas para ‘atividade de cunho particular’.

Segundo NasRuas, os parlamentares ‘então de plantão no local, recebendo do erário público para não trabalhar’.

O movimento sustenta que ‘os mesmos senadores e deputados incorrem a prática evidente de improbidade administrativa, pelo fato de estarem em pleno gozo do exercício de seu mandato e utilizarem dinheiro público para uma atividade de cunho particular’.

Lula chega à PF em São Paulo para fazer exame de corpo de delito, no sábado, 7. FOTO FELIPE RAU/ESTADÃO

“Estranha a história”, reagiu Paulo Pimenta. “Eu não estive em Curitiba nenhum dia de sessão. Eu fui a Curitiba em uma reunião da executiva nacional do PT.”

O deputado ressaltou que ‘atividades partidárias são consideradas atividades legislativas’.

“Líder da bancada partir para um executiva nacional do seu partido. Portanto, o líder da bancada, atividades partidárias são consideradas atividades legislativas. Então, é ridículo.”

Paulo Pimenta tem sido presença frequente no acampamento ‘Lula Livre’, no entorno da Polícia Federal de Curitiba, onde o ex-presidente cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão no caso triplex.

Após o encarceramento do petista, os líderes do PT na Câmara e no Senado decidiram transferir provisoriamente a Executiva Nacional do partido para a capital paranaense.

Também tem marcado presença no acampamento é Lindbergh. Em resposta às ações do NasRuas, ele afirmou ter pago as passagens para Curitiba, ‘como é público e notório’. “Isso é coisa de gente desocupada que defende o Temer mas anda com vergonha de assumir”