Acusado por fraude nas obras do ‘Museu do Lula’ é solto com tornozeleira

Acusado por fraude nas obras do ‘Museu do Lula’ é solto com tornozeleira

Desembargador Nino Toldo, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região, acolheu pedido de liminar em habeas corpus em favor de Alfredo Buso, secretário de obras de São Bernardo do Campo

Fausto Macedo e Julia Affonso

24 Dezembro 2016 | 08h33

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O Tribunal Regional Federal da 3ª Região mandou soltar o secretário de obras de São Bernardo do Campo, Alfredo Buso, preso na Operação Hefesta. A ação conjunta da Polícia Federal e da Procuradoria da República investiga sobre fraudes e desvio de R$ 7,9 milhões na licitação para construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador, o ‘Museu do Lula’, em São Bernardo do Campo, região do ABC paulista.

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A decisão é do desembargador Nino Toldo e acolhe pedido dos advogados Pierpaolo Bottini, Igor Tamasauskas, Cláudia Vara San Juan e Tiago Sousa Rocha.

O magistrado determinou oito medidas cautelares a Alfredo Buso: fiança de 200 salários mínimos (R$ 176 mil), proibição de acesso à sede e quaisquer estabelecimentos da Prefeitura de São Bernardo do Campo e das empresas Construções e Incorporações CEI Ltda e Construtora Conacron, proibição de manter contato com outros investigados, proibição de ausentar-se do domicílio por mais de 7 dias, recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga, monitoração eletrônica com tornozeleira e proibição de ausentar-se do País com entrega de passaporte.

O Museu do Trabalhador, ou ‘Museu do Lula’, foi criado para homenagear o movimento sindical do ABC paulista, berço político do ex-presidente.

Hefesta, nome da missão integrada da PF e da Procuradoria, é uma alusão ao deus do trabalho, do fogo, dos artesãos, dos escultores e da metalurgia.

Quando a Operação Hefesta foi deflagrada, a prefeitura de São Bernardo do Campo informou, em nota, que ‘é a maior interessada em que tudo seja esclarecido e está à disposição das autoridades competentes para fornecer as informações necessárias’. “A Prefeitura tem certeza que nenhum desvio institucional foi cometido nesta obra.”

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