Ex-peemedebista é cotado para nº 2 da PF

Ex-peemedebista é cotado para nº 2 da PF

Delegado Sandro Avelar é presidente da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e foi secretário de Segurança do DF; no comando da corporação, Fernando Segóvia discute composição de sua diretoria

Fabio Serapião / BRASÍLIA

10 Novembro 2017 | 05h00

Delegado Sandro Avelar, cotado para ser o número 2 da PF. FOTO: REPRODUÇÃO

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, já discute a composição de sua diretoria. O Estado apurou que o cargo de diretor executivo já está quase definido. O novo número 2 na hierarquia da PF deve ser o delegado Sandro Avelar.

Atualmente na presidência da Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Avelar foi secretário de Segurança do Distrito Federal na gestão de Tadeu Filippelli (PMDB), alvo da Lava Jato e ex-assessor do presidente Michel Temer. O delegado ficou no cargo de secretário entre 20011 e 2014, quando saiu para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PMDB – partido do qual se desfiliou após a disputa em que recebeu 21.888 votos e não se elegeu.

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Uma das principais diretorias, a de Combate ao Crime Organizado, tem como principal nome cotado o delegado Eugênio Ricas, que foi o número 2 de Segóvia na Superintendência da PF no Maranhão, entre 2008 e 2011. Atualmente, Ricas ocupa o cargo de secretário estadual de Controle de Transparência do Espírito Santo.

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A Diretoria de Combate ao Crime Organizado é a responsável pelas delegacias que tocam as operações de combate a corrupção em todo Brasil. Caso seja nomeado, Ricas terá de escolher o novo coordenador de combate à corrupção da PF. O cargo foi criado recentemente por Leandro Daiello, antecessor de Segóvia, e tem como função centralizar as investigações de combate a crimes financeiros e corrupção.

Ex-corregedor da PF, o delegado Cláudio Ferreira Gomes é o nome mais cotado para a Diretoria de Inteligência Policial. Além de atuar na corregedoria, Gomes já foi superintendente da PF na Paraíba.

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Perfil. Delegados ouvidos pelo Estado apontam Segóvia como um delegado com um perfil mais administrativo do que operacional. Nos 22 anos na corporação, o novo diretor da PF passou a última metade em cargos administrativos. Para um dos delegados, Segóvia pode contribuir para que a instituição consiga angariar recursos e apoio político para manter atuação na área operacional.

Entre 2008 e 2011, Segóvia comandou a Superintendência no Maranhão. Nesta época, a PF realizou operações – Rappina e Boi Barrica – contra pessoas ligadas à família do ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

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Dois delegados afirmaram ao Estado que Segóvia é uma pessoa com habilidade para negociações e conversas. Como exemplo, um dos delegados citou o caso da reserva Raposa Serra do Sol, quando Segóvia foi o responsável por intermediar a disputa entre fazendeiros e índios.

Com 48 anos, o delegado entrou na PF em 1995. Foi chefe da Coordenação-Geral de Defesa Institucional e do Serviço Nacional de Armas, entre 2003 e 2007  – atuou no controle de armas e foi um dos nomes da PF na campanha de desarmamento no governo Lula. Foi adido na África do Sul e número 2 na corregedoria da PF, onde estava lotado ultimamente.